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Soprano portuguesa canta em Belém

A soprano portuguesa Ana Ester Neves tem em seu repertório as maiores heroínas do enredo de óperas como “Madame Butterfly” e “Tosca”, de Giacomo Puccini, a Violeta, de “La Traviata”, e Leonora, de “O Trovador”, ambas de Giuseppe Verdi. Conhecida no circui

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A soprano portuguesa Ana Ester Neves tem em seu repertório as maiores heroínas do enredo de óperas como “Madame Butterfly” e “Tosca”, de Giacomo Puccini, a Violeta, de “La Traviata”, e Leonora, de “O Trovador”, ambas de Giuseppe Verdi. Conhecida no circuito operístico europeu, ela se apresenta hoje, às 20h, na Igreja de Santo Alexandre, em Belém, no recital que marca o encerramento do 2º Encanta – Encontro de Canto da Amazônia.

A apresentação terá participação dos alunos para os quais ela ministrou master class durante esta semana, que vão interpretar cenas das óperas “Carmen” e “La Traviata” e se apresentar em coros e duetos, com repertório eclético que foi ensaiado durante as oficinas do 2º Encanta. Depois, o professor João William Castro, da Universidade Estadual do Amapá, tocará ao piano canções de Chopin.

A cantora diz que a participação dos alunos é um teste, para que tenham oportunidade de mostrar o aprendizado durante o curso. “O recital vai ser uma grande oportunidade para aplicarmos o que aprendemos. Por ser um evento público, temos que lidar com o estresse comum de qualquer apresentação, vamos nos mostrar para pessoas que não conhecemos. É uma situação com que um cantor e qualquer artista tem que lidar”, finalizou.

A soprano apresenta-se em seguida, com repertório que inclui compositores como Händel, Boito, Catalani e também uma composição de Ennio Morricone, feita especialmente para o filme “A Missão”. “São obras do Barroco até outras mais contemporâneas. A minha carreira, felizmente, é muito diversificada e cantor de ópera trabalha muito com orquestra ou piano. Adoro poder trabalhar com músicos que tocam outros instrumentos, o que diversifica o estilo e capacidade técnica”, diz a cantora.

Com sólida carreira operística, ela destaca que hoje, para cantar em um espetáculo desse porte, deve-se ir além do canto. “É cantar e encenar ao mesmo tempo. Posso dizer que não sou encenadora, sou apaixonada pelo teatro e pela ópera. É um espetáculo em que não só as vozes são importantes, é complexo, polivalente, tem que ser bom ator”, comenta.

(Domink Giusti/Diário do Pará)

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