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Com novatos e veterano a música do Pará se destaca

A música paraense ganhou destaque mundial com três nomes novos e um veterano. A mistura de elementos tradicionais com o pop, rock e instrumentos clássicos, eleva uma nova geração de músicos do Pará, além de cantor que tem estrada. Lucas Estrela, Aíla, Lu

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A música paraense ganhou destaque mundial com três nomes novos e um veterano. A mistura de elementos tradicionais com o pop, rock e instrumentos clássicos, eleva uma nova geração de músicos do Pará, além de cantor que tem estrada.

Lucas Estrela, Aíla, Luê e Pinduca hoje são referências da música paraense. Conheça!

Lucas Estrela, 24 anos, lançou seu primeiro álbum solo no início de 2016. “Sal ou Moscou" é uma produção independente, feita em casa e com a ajuda de amigos, o trabalho ficou tão bom, que para 2017 o plano é de lançar outro disco, porém agora com ajuda profissional. O jovem inovou com a junção guitarrada e o carimbo com a música eletrônica. Estrela criou um um sintetizador analógico, feito com um pincel, que muda de timbre em contato com a água. "Tento desconstruir um pouco essa tradição da guitarrada e do carimbó, juntando elementos contemporâneos e outras sonoridades", explica ele.

Com 27 anos, Aíla lançou no segundo semestre desde ano. "Em Cada Verso Um Contra-Ataque" fala um pouco sobre as lutas sociais cotidianas, com letras voltadas para política, sexismo e racismo; os ritmos são variados, tem surf music, elementos do pop, do punk rock e da lambada eletrônica. A faixa a Lesbigay tem parceria com dona Onete, um fenômeno da música paraense depois de completar 70 anos. "Falar de questões políticas e não ser chata é difícil. Por isso, quis fazer algo para que as pessoas pudessem dançar enquanto cantam coisas importantes", explica Aíla.

Com a mesma idade de Aíla, Luê se prepara para o lançamento do seu segundo disco, previsto para o início de 2017. O primeiro, "A Fim de Onda", teve uma música mais urbana, já este segundo terá bem mais, resultado da experiência da cantora adquirida nos últimos quatro anos que mora em São Paulo. Luê tem formação clássica, quando aprendeu a tocar violino, além de influência do pai Julio Soares, do Arraial do Pavulagem. "Cresci frequentando a Marujada de São Benedito, uma festa em Bragança [interior do Pará] que tem como um de seus instrumentos típicos a rabeca", conta.

Pinduca é um dos queridinhos do Pará, além de ser um clássico artista paraense. De Igarapé-Miri, e com 79 anos, ele é o criador do carimbó eletrônico, que alia o elementos clássico do ritmo com uma banda de guitarras marcantes. Suas música continuam sendo as mais ouvidas após décadas, no início do ano, Pinduca lançou uma coletânea de sua obra, incluindo a composição Sinhá Pureza. O mestre do carimbo ainda tem uma animação única nos seus shows e se prepara para lançar um trabalho novo, o seu álbum de número 38, só com mambos. "Vai ser algo diferente, que vai lembrar meu trabalho de muito tempo atrás, quando tudo começou", diz.

(Com informações do El País)

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