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Fotógrafo registra ações sociais de Roger Federer

À convite da Fundação Roger Federer, o empresário e fotógrafo brasileiro Alexandre Soares conheceu, em 2014, os trabalhos sociais do tenista suíço na África. Ele registrou o resultado da viagem no livro “África – Uma Visita Para Ser Lembrada”, projeto bil

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À convite da Fundação Roger Federer, o empresário e fotógrafo brasileiro Alexandre Soares conheceu, em 2014, os trabalhos sociais do tenista suíço na África. Ele registrou o resultado da viagem no livro “África – Uma Visita Para Ser Lembrada”, projeto bilíngue que traduz, através de imagens, a experiência vivida pelo autor. A publicação traz fotografias cheias de sentimentos e cores, um contraste com a realidade impactante e comovente de comunidades carentes da Zâmbia.

A ideia do livro surgiu de forma ocasional. Foi a primeira publicação feita por Alexandre. “O projeto original era filmar um documentário (disponível no Youtube com o título “A Visit To Remember, Roger Federer Foundation”). Mas após verificar as fotos, alguns amigos me incentivaram a publicá-las. Daí pedi autorização à mãe do Roger, que inclusive escreveu o prefácio”, conta Alexandre.

Ao todo, seis dias da viagem foram registrados por ele. Entre as situações que mais o marcaram, uma surgiu na primeira comunidade que visitou. “Fomos recebidos por um grupo de jovens cantando para nós. Comecei a chorar e tive que me conter, escondendo minhas lágrimas sob as lentes dos meus óculos”. Outra cena, relembra, “foi de um garotinho que estava vestido com sua melhor roupa e no final de uma cerimônia tirou os sapatinhos para voltar descalço, à pé, mais de 10km dali, para não estragá-los”. A cena está em uma das fotos do livro.

Alexandre Soares tornou-se um colaborador assíduo da Fundação Federer após a viagem. E conta que pensa em voltar a visitar as comunidades e rever as pessoas que fotografou. “Tenho programado minha volta em fevereiro de 2017 e espero poder rever todos, mas estou me preparando, pois a taxa de mortalidade é muito alta em crianças. São muitas doenças e a população é muito jovem”, lamenta.

O empresário já era grande fã de Roger Federer, acompanhava diversos torneios ao redor do mundo e acabou conhecendo os projetos sociais do atleta e o próprio atleta em 2010. E foi após recepcionar o esportista no Brasil, em dezembro de 2012, durante a Roger Federer Tour, que Soares foi convidado a acompanhar Janine Handel, CEO da Fundação Roger Federer, em uma de suas viagens a África, para conferir de perto os trabalhos humanitários que a fundação desenvolve junto a parceiros e comunidades locais.

“África – Uma Visita Para Ser Lembrada”, diz Alexandre, é fruto da admiração que ele tem pelo trabalho humanitário que Roger Federer desenvolve fora das quadras de tênis e uma forma de homenagear e poder compartilhar a experiência vivida com outros fãs e o público em geral.

E a experiência foi rica. Abundante em recursos naturais, a Zâmbia sofre com o cenário de miséria, desnutrição e falta de educação. Para Alexandre, um choque. “Sua vida passa em segundos em sua mente e você se sente impotente perante tal realidade. As ações da RFF surtem efeitos em longo prazo, por ter como objetivo a educação e o autossustentável”, defende o brasileiro.

(Lais Azevedo/Diário do Pará)

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