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8ª edição: Festival de Música é sucesso garantido

Oitava edição do Festival de Música Popular Paraense da RBA foi só sucesso com plateia empolgada e uma mostra da diversidade criativa dos compositores da terra O clima era de festa em todos os lugares, pelos camarins, na plateia, e principalmente, no palc

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Oitava edição do Festival de Música Popular Paraense da RBA foi só sucesso com plateia empolgada e uma mostra da diversidade criativa dos compositores da terra O clima era de festa em todos os lugares, pelos camarins, na plateia, e principalmente, no palco que recebeu a grande final do 8º Festival de Música Popular Paraense, realizado pela Rede Brasil Amazônia de Comunicação (RBA), com patrocínio da Vale. A premiação aconteceu na sede campestre da Assembleia Paraense, em Belém, na última quinta-feira, 10, e consagrou o samba “Doutor Sirotheau”, de Almino Carmo, defendida por Hélio Rubens, como o 1º lugar.

O evento teve transmissão ao vivo pela RBATV e premiou ainda o choro-canção “O Poeta”, de Jacinto Kahwage e Max Reis, apresentado por Jade, e o jazz “Amor de Todo Dia”, de Pedrinho Calado, em 2º e 3º lugar, respectivamente.

“Eu sabia que essa música tinha cabedal para estar entre as melhores colocações. Na verdade, só a gente chegar entre as 12 músicas finalistas é uma vitória. E aí quando você vê que sua música ganhou o primeiro lugar, fica querendo se beliscar para ver se é verdade. Eu estou muito feliz”, declarou o compositor de “Doutor Sirotheau”. Almino Carmo celebrou ainda a parceria com o cantor Hélio Rubens: “A gente casa muito bem, eu escrevo essa coisa meio de humor e ele consegue perceber a minha letra e acaba fazendo o que ele fez hoje”, elogiou.

Almino Carmo também mandou um recado para o oftalmologista e músico Marcelo Sirotheau, amigo de muitos músicos paraenses, que inspirou a divertida letra campeã: “Muito obrigado! E vou lá ver minha vista que eu estou sem óculos, hein! Tinha que fazer (a homenagem) nem que seja para pagar a consulta”, brinca o autor.

Os demais vencedores também comemoraram a escolha do júri. “Eu estou muito feliz. É um festival incrível, centenas de concorrentes e estar aqui recebendo um prêmio realmente valoriza o nosso trabalho. E que a gente possa tirar novos frutos desse prêmio”, celebrouPedrinho Calado.Os compositores Jacinto Kahwage e Max Reis agradeceram ainda à competência da intérprete escolhida por eles. “Eu acho que a melodia, harmonia, letra e arranjo ficaram muito bem elaborados e a voz maravilhosa da Jade fechou com chave de ouro”, disse Kahwage.

Já Max Reis deixou também seu recado aos organizadores: “Sugiro a gente começar a premiar os nossos grandes compositores, intérpretes, um prêmio que simbolizaria o reconhecimento por tudo que fizeram na vida, pelo conjunto da obra, nomes como Nego Nelson, com mais de 40 anos de música, merecem essa homenagem”.

Andréa Pinheiro e Adilson Alcântara e a arte de emocionar o público

A grande disputa do Festival da Música Popular Paraense premia, além dos três primeiros lugares, o Melhor Arranjo e o Melhor Intérprete. Este ano, o júri teve um bom desafio em mãos. O carimbó “Louvação ao Santo Mastro”, composição de Adilson Alcântara, foi agraciado pelo seu arranjo. Já o “Baião Ribeirinho”, composição de Ubiratam Porto e Max Reis, teve premiada a sua intérprete, a cantora Andréa Pinheiro.

“Esse arranjo foi feito por um grande músico, o Marcelo Pyrull. Como se trata de uma música que é uma marujada, chamei um especialista na área. É importante ter alguém que domina aquele estilo musical, como o Marcelo, que trabalha com o Arraial do Pavulagem. E veio esse resultado, que nos deixa muito feliz. Foi muito difícil porque havia fortes concorrentes, com arranjos belíssimos. Eu agradeço muito aos jurados e ao Festival da RBA”, declarou Adilson Alcântara.

Andréa Pinheiro contou que foi a seu pedido que os compositores de “Baião Ribeirinho” inscreveram a canção no festival. “Nós trabalhamos nela há algum tempo e eu pedi porque estava com muita vontade de cantar ela aqui”, comentou.

“Intérpretes de destaque são aqueles que têm boa dramaticidade, afinação e ritmo. Por isso, eu sempre espero a canção terminar para ver o impacto que o intérprete deixou na plateia e em mim, para só então fazer minha avaliação. Muitas vezes o intérprete não tem uma técnica tão apurada, mas tem uma capacidade enorme de emocionar, envolver a gente”, contou o músico e jurado Edir Cardoso.

Clima de festa no palco e fora dele

As torcidas marcaram presença na final do festival e fizeram a festa nas apresentaçõesMARCO SANTOSA noite de premiação foi um evento especial não só para os doze finalistas que se apresentaram, mas para a plateia, que pôde dançar com os mais variados ritmos. Abrindo o Festival, vários sambas concorrentes animaram o público. A cantora Rafaella Travassos soltou a voz em “O Vento e a Poeira”, Rogério Brito com “Amor de Todo Dia” e Allan Carvalho cantou “Tá, Meu Bem?”, com direito a acompanhamento da Bateria Show da escola de samba Bole-Bole. Também não faltaram carimbós de fazer a plateia levantar para dançar, como “Chocolatear”, com Firmo Cardoso, e “Carimbó de Aço”, com Márcio Montoril.

O economista Edilson Rodrigues, 53 anos, foi com os amigos e família aproveitar a noite de festa. “A gente veio para torcer para a música paraense. Acho que a gente está vivendo um momento muito importante, de reconhecimento nacional e uma rica e intensa produção. E isso aqui é um resgate dos antigos festivais de música, que tanto faziam sucesso”, comparou. “A gente se sente muito bem, tem mesmo um clima de festa, de reconhecimento da nossa música”, comenta também a pedagoga Eloísa Martins, 45 anos, que também foi ao festival para assistir tudo de pertinho.

E a abertura e encerramento do festival ainda contaram com um show especial do cantor Mahrco Monteiro. “Eu me sinto muito feliz de participar dessa 8ª edição do festival como convidado especial. Esse evento é muito legal pela infraestrutura profissional, uma vantagem enorme para todos os artistas”, elogiou o cantor, que conquistou o público com canções bem conhecidas de sua carreira, como “Chamegoso”, que levou todo mundo a cantar à capela, dançar e aguardar pelo anúncio dos grandes vencedores da noite.

As torcidas organizadas também tiveram seu momento de brilhar e animar as apresentações das músicas concorrentes. Teve torcida com camisa personalizada, plaquinhas, balões. Teve até chuva de chocolate na torcida da música “Chocolatear”.

O sambista Arthur Espíndola, que já foi vencedor do festival, foi convidado a entrevistar os concorrentes durante a transmissão ao vivo pela RBATV. Mas antes de passar por lá, todo mundo que saía do palco recebia os abraços de quem ainda aguardava ansioso no camarim, onde o clima era também de amizade.

Organizadores comemoram sucesso de público

O grande público que prestigiou a final do Festival de Música Popular Paraense e a qualidade das músicas finalistas foram motivos de comemoração entre os organizadores e patrocinadores do evento.

O diretor geral do Grupo RBA, Camilo Centeno, destacou o crescimento dessa participação do público. “A cada ano que passa, o festival atrai mais e mais público, mais e mais participantes. É muito bom isso. Mostra que o festival é um sucesso, um grande evento da música popular paraense”.

O diretor-presidente do DIÁRIO, Jader Filho, também se mostrou feliz diante da beleza da premiação. “Esperamos que ele continue incentivando cada vez mais a música paraense, que é um orgulho para todos nós”, afirmou.

José Fernando Gomes, gerente de Relações Institucionais da Vale no Pará e Maranhão, empresa patrocinadora do festival desde sua primeira edição destacou a parceria. “O Festival de Música é um casamento indissolúvel da Vale com o povo paraense e com a RBA e para nós é uma alegria chegar ao oitavo ano com mais de 400 inscritos em todo o estado, mostrando a pujança do Pará e da cultura e a força da RBA com a Vale para oferecer esse prêmio para o povo paraense”, declarou.

MARABÁ

Além de manter seu objetivo de dar oportunidade aos novos talentos, aos artistas que não têm condições de divulgar seu trabalho, o responsável pela organização do festival, o produtor Marco Antônio Souza, da Marco Eventos, comentou a grande novidade desta edição: a criação do Canta Marabá. “Nesses oito anos, sempre fizemos dentro do festival, em Belém, a reserva de duas vagas preenchidas com uma eliminatória em Marabá. Era a vontade deles ter um festival próprio. Assim, realizamos dois festivais este ano. Foram centenas de inscritos e mais de cinco mil pessoas acompanhando o festival na Praça de Marabá. Foi tão bonito quanto o que estamos vendo aqui, a Assembleia lotada para ver a grande final do festival em Belém”.

(Laís Azevedo/Diário do Pará)

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