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Dissertação analisa banda de punk paraense

Delinquentes é uma das bandas mais antigas em atividade na capital paraense. São 30 anos de punk rock na veia. Nascida em Icoaraci, a banda se mantém sob a forte liderança do vocalista, Jayme Katarro e a adoração de um público que sabe a força que eles tê

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Delinquentes é uma das bandas mais antigas em atividade na capital paraense. São 30 anos de punk rock na veia. Nascida em Icoaraci, a banda se mantém sob a forte liderança do vocalista, Jayme Katarro e a adoração de um público que sabe a força que eles têm em cima do palco. Tanto que virou tema de pesquisa de mestrado em Artes do também músico, radialista e pesquisador Lucas Padilha, que apresenta hoje sua tese “Eu Amo Tudo o que Não Presta. Punk e Poética em 30 Anos de Delinquentes”, que investiga a trajetória e a representatividade dos Delinquentes na cena autoral de Belém.

Lucas Padilha já acompanhava a banda, tinha ido a alguns shows, festivais e também conhecia os integrantes pela proximidade com a Rádio Cultura, onde atua como radialista. “Também já havia ensaiado com a minha banda (Meio Amargo) no estúdio do Jayme. Mas sempre me chamou a atenção a importância que outros artistas, bandas, produtores e público em geral davam aos Delinquentes”, relata Padilha.

E foi observando essa relação que veio a ideia de saber por quw a banda tinha um status que nenhuma outra tem na cena rocker atual de Belém.

O Delinquentes surgiu em 1985, numa época em que as bandas que faziam rock na cidade estavam desbravando caminhos completamente insólitos. Pode-se incluir aí nomes como Stress, Mosaico de Ravena, Isolência Pública, Nó Cego e Ácido Cítrico. Período, destaca Lucas Padilha, “onde existia ainda muito preconceito, medo e falta de informação por grande parte da sociedade, que julgava os punks como marginais, vândalos e bandidos perigosos. Sem contar o fato de que o Brasil ainda vivia o fim da ditadura e tudo isso contribuía para a forma como aqueles artistas eram mal vistos”.

De acordo com Padilha, existem muitos fatores na equação para compreender a contribuição que o Delinquentes oferece até hoje para o rock paraense. “Você precisa somar o tempo de atuação, o fato da banda ter se mantido sempre ativa, ter passado por gerações e formações diferentes sem perder vitalidade e sempre renovando o público. Soma-se a isso também a figura do líder, de alguém que impõe respeito, e essa figura é o Jayme Katarro, que soube passar por todas essas transformações se mantendo fiel à sua identidade, mas dialogando com outras vertentes, novidades”.

(Lais Azevedo/Diário do Pará)

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