O trânsito de pessoas e as conexões culturais que cada viajante deixa são marcas indeléveis de nosso tempo: experiências de vida, heranças culturais e hábitos do dia a dia acabam se misturando. Com o foco na vida de brasileiros nos Estados Unidos e de norte-americanos no Brasil, será aberta hoje em Belém, às 19h30, no CCBEU, a exposição “Herança Compartilhada”, que trata exatamente desses movimentos de migrantes.
Com curadoria de João Kulcsár, a mostra apresenta 22 imagens coloridas e em preto e branco, sobre a diversidade cultural de cada país e apresenta fotografias das quatro edições do festival de mesmo nome, realizado pelo Consulado Geral dos Estados Unidos em São Paulo, Senac-SP e Sesc-SP desde 2005 e que aborda as influências africana, indígena, europeia e das imigrações recentes no Brasil e na terra do Tio Sam.
“A cada edição buscou-se uma leitura mais abrangente dessas duas culturas, possibilitando oportunidades de conhecimento mútuo, essenciais para a promoção do respeito individual e coletivo. Acreditamos que conhecer as diferenças e semelhanças socioculturais é fundamental para a formação do cidadão crítico e consciente, tornando-o apto a participar de maneira igualitária, pacifista e justa na vida da nossa jovem democracia”, diz o curador João Kulcsár.
A mostra tem imagens dos acervos do Museu da Imigração, da Library of Congress, do Instituto Moreira Salles e do Ellis Island Museum, e também dos fotógrafos brasileiros e norte-americanos André Cypriano, Caimi Waisse, Denise Camargo, Marlene Bergamo e Dudley Brooks, Walter Bigbee Jay Colton e Tyrone Turner, que viajaram ao país distinto ao de sua origem para captar e reconhecer imagens sobre a herança cultural e respeito pelo outro.
“Brasil e Estados Unidos são nações grandes, jovens, democráticas e multiétnicas e, nessas condições, compartilham uma grande responsabilidade no mundo globalizado de hoje. Nossas heranças culturais são determinantes no exercício da tolerância, do respeito e da convivência harmoniosa com que enfrentamos os grandes desafios de nossas sociedades, inseridas em um mundo cada vez mais conectado e sem fronteiras”, comenta o curador.
(Diário do Pará)
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