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Ouvir histórias ajuda a gente a viver melhor

Contar história, todo mundo conta, mas o contador traz a magia, o coração, de forma diferenciada. Tem que vir primeiramente do coração”, ensina a atriz e contadora de histórias Zezé Caxiado, que atua há 25 anos na área. Foi o encanto de presenciar a desco

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Contar história, todo mundo conta, mas o contador traz a magia, o coração, de forma diferenciada. Tem que vir primeiramente do coração”, ensina a atriz e contadora de histórias Zezé Caxiado, que atua há 25 anos na área. Foi o encanto de presenciar a descoberta das narrativas que a tornou uma contadora. Ela começou na frente de casa, contando pequenas historinhas para os vizinhos, e depois se aprimorou na arte com técnicas de teatro e experimentando maneiras de apresentar um mundo aberto à imaginação.

“Vi que as crianças se encantavam. Contava sem pretensão de ser uma grande contadora. Era gostoso e animador proporcionar um clima de magia. Quando contava e começava ‘Era uma vez’, via os olhinhos brilharem. Eu fazia as vozes, as entonações, fazendo com que eles interagissem com os sons. Isso me trouxe um encantamento. E a partir daí as escolas foram me chamando, já fiz projetos e tenho mais de duas décadas contando histórias”, diz Zezé.

Ela destaca que, por meio da história, é possível falar sobre quem você é, de nossa cultura e de culturas estrangeiras, de assuntos leves e temas polêmicos. Com isso, acredita que a forma de explicar uma narrativa pode levar conhecimento a quem está vendo e ouvindo. Zezé acredita ainda no papel sensibilizador da arte de contação.

Para a criança, é importante ligar o que se conta à vivência cotidiana e ao universo particular da infância. “Uma colher pode ser uma lavadeira; uma xícara, um porco; um garfo, um vendedor. Essas ideias e técnicas fui adquirindo, fui observando e experimentado. Um livro pode ser o personagem principal. O livro, aliás, pode estar presente para dar ênfase à leitura e à literatura. É possível aprender a interpretar. Para a criança, é preciso ter um formato lúdico, com aura da magia. ‘Era uma vez’ é quando se abre uma cortina, mesmo sem tê-la ali. A respiração é tudo”, indica.

Para a atriz e contadora Ester Sá, a contação de histórias é uma arte e seu lado pedagógico pode não estar associado à contação, para que seja uma atividade artística. Ela lembra que há diferentes tipos de literatura e cada uma possibilita uma forma de contá-la.

Por ser uma atividade que ocorre de forma muito próxima ao público, Ester também vê nisso um ambiente mais intimista, capaz de aproximar o público das histórias.

“Existe essa busca por essa relação de troca, que é humana, íntima, próxima, disposição, plateia e artista. A plateia praticamente se incorpora tamanha é a proximidade disso. A narrativa já existe na essência do ser humano, existe a verdade de cada contador. Quando a pessoa conta uma história, vem o que ela é. O que for contar vai estar refletido, seja ator, cantor, que usam suas ferramentas, vivências na maneira que se vai contar essa história”, comenta a atriz.

Para aprender
Entre os dias 15 e 17 de dezembro, Zezé Caxiado ministra o curso “Eu conto, tu contas, eles contam: técnicas e forma de contar histórias” (veja boxe no alto da página). O curso é voltado para professores, bibliotecários, voluntários, atores interessados no tema e encantados com histórias e inclui técnicas que possam ser usadas em sala de aula.
“Vamos trocar ideias sobre histórias da vida, do cotidiano, envolvendo temas, dinâmicas que o professor pode ensinar e a criança perceba sem ter a rigidez da disciplina, seja para português, matemática. São ferramentas para dar suporte a esse repasse de conhecimento. Hoje o papel do contador de história está sendo muito bem colocado e valorizado. Abriu-se um leque para a profissão. E isso possibilita os professores desbravarem esse caminho”, diz Zezé Caxiado.
A atriz destaca que o programa do curso é voltado principalmente para a sensibilização dos sentidos e para estimular a imagem criativa.

APRENDA

Curso “Eu conto, tu contas, eles contam: técnicas e forma de contar histórias”
Com Zezé Caxiado.
Quando:15 a 17/12/2016
Horário: 09 às 13h e 14h às 18h (quinta e sexta) / 09h às 13h
(sábado)
Onde: Centro Cultural Sesc Boulevard (Boulevard Castilhos França, 522 – Campina)
Público-alvo: Professores, bibliotecários, voluntários, atores e interessados no tema, e encantados com histórias
Quanto: Gratuito para comerciários e dependentes. Público em geral: R$ 40
Informações: (91) 3224-5654 / 3224-5305/ 4005-9584 / 4005-9587

(Dominik Giusti/Diário do Pará)

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