Inaugurado este ano pelo artista visual Emanuel Franco, o ateliê Espaço Reduzido realiza até a próxima segunda-feira, sempre às 19h, uma série de encontros com profissionais de diferentes áreas ligadas à arte. Através de uma roda de conversa, a intenção é trocar conhecimento e experiência com estudantes e profissionais de áreas afins.
Hoje, a programação será com Wlad Lima e Andréa Flores, ambas ligadas ao teatro, que falam de suas experiências de trabalho. A agenda especial de fim de ano ainda terá rodas de conversas com Alexandre Sequeira e Marisa Mokarzel, com temas ligados às artes visuais, e Fernando Hage fazendo apontamentos sobre moda.
“A intenção do meu espaço não é só mostrar minhas obras e outras exposições, nem só a valorização do artesanato”, comenta Emanuel, que atualmente abriga uma exposição de miriti, parceria permanente com artesãos de Abaetetuba. “Sempre houve também a intenção dessa dinâmica. Essas programações paralelas de caráter didático da arte. E começa com essa primeira semana, para a qual selecionei esses profissionais, sendo destinada a estudantes, artistas de áreas afins, curadores, professores de arte e quem mais estiver interessado”, completa.
Os convidados de hoje conversam a partir do tema “Teatro ao Alcance do Tato: a Experiência do Ato Dadivoso”. Andréa Flores é atriz, clown e diretora de teatro. Wlad Lima é atriz, diretora e cenógrafa de teatro. Ambas são também professoras e pesquisadoras da UFPA, atuando na Escola de Teatro e Dança. “Como pessoas que estão dentro da prática, mas principalmente da área da pesquisa do teatro, achei importante elas passarem sua experiência a partir da temática que vêm desenvolvendo”, comenta Emanuel.
Know-how
Amanhã, Alexandre Sequeira apresenta o “Relato de Experiência sobre a Montagem da Exposição ‘Meu Mundo Teu’”, aberta à visitação no Museu de Arte do Rio – MAR. Arquiteto e artista visual, Alexandre cursa atualmente o doutorado na UFMG e compartilha seus conhecimentos sobre montagem de exposições. “Acho que será uma boa oportunidade para estudantes de arte e pessoas ligadas à montagem nas galerias e museus de Belém”, aponta Emanuel.
Já na sexta-feira, com o tema “Deslocamentos da Arte na Contemporaneidade: Territórios Flexíveis”, Marisa Mokarzel, pesquisadora, curadora e professora do curso de Artes Visuais e Tecnologia da Imagem e da Pós-Graduação em Comunicação, Linguagens e Cultura da Unama, fala sobre novos territórios de atuação nascidos da arte contemporânea.
Ela apresenta ainda novas vertentes dentro das artes visuais, o trabalho de alguns artistas emergentes no Pará, e como estão surgindo e sendo aceitas essas profissões ligadas à arte contemporânea.
Para encerrar, na segunda, 19, Fernando Hage, coordenador do curso de Moda da Unama apresenta o tema “Novos Caminhos da Moda”. Além de falar sobre o que já é debatido dentro das universidades e das grandes “fashion weeks”, como pesquisador e produtor cultural, ele também deve abordar alguns movimentos e tendências desse mercado além das passarelas. “Eu quero estimular esse tipo de conversa. Não quero que o ateliê seja só um cabide de obras. E tem também o interesse deles (profissionais convidados) de passar tudo isso”, comenta Emanuel, que já planeja uma segunda rodada de conversas em janeiro.
(Diário do Pará)
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