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Designer Barbara Müller apresenta nova coleção

A designer Barbara Müller, quando criança, pensava que a estrela-do-mar caía do céu. Do imaginário infantil, perduraram ideias que se materializaram em desenhos sobre os mistérios marítimos e do fundo dos oceanos e se transformaram em joias e acessórios,

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A designer Barbara Müller, quando criança, pensava que a estrela-do-mar caía do céu. Do imaginário infantil, perduraram ideias que se materializaram em desenhos sobre os mistérios marítimos e do fundo dos oceanos e se transformaram em joias e acessórios, num processo autoral e artesanal de feitura das peças.

A coleção de bracelete, colares, brincos, anéis e bolsas estará na mostra “Abismos entre o Céu e o Mar”, que abre hoje, a partir das 14h, no salão Manuella Hair Club, em Belém, com show de Juliana Sinimbú. Na ocasião, será exibido ainda um pequeno filme, com produção de José Carvalho, Jonathan Camelo e Amanda Pris - que também desenvolveram as imagens das peças - sobre o processo criativo e de manufatura de cada elemento.

Com apenas 27 anos, Barbara já recebeu importante reconhecimento em Milão, na Itália, e conta que nesta primeira exposição individual de seu trabalho achou um elo para compor peças em similaridade.

“Antigamente eu fazia uma peça única e depois partia para outra, e desta vez percebi que os elementos de praia estavam muito presentes e resolvi fazer a coleção. Tem a lua de Iemanjá, o fato da lua ser o espelho do céu. Pensei também no sistema solar, com peças lembrando Saturno, e depois fui ver que 2017 será o ano de Saturno e achei interessante. São peças feitas com prata, ouro, madeira e pérola natural de água doce”,
diz a designer.

Peças exclusivas, dentro do conceito de slow fashion

As peças têm tiragem limitada de até quatro unidades, devido ao processo artesanal de confecção das mesmas. A bolsa de madeira em formato de concha é única e foi desenhada por Barbara e esculpida pelo artesão Seu Eugênio. Ela explica que essa é também uma tendência de um mercado que cresce em função do conceito de slow fashion - fora dos padrões industriais e da produção em larga escala.

“As peças passam por uma cadeia de pessoas, eu penso e desenho e depois conto com artesãos, ourives, lapidadores. São pessoas fundamentais para que este tipo de trabalho ocorra e por isso mesmo, por passar por várias mãos, acabam não sendo exatamente iguais. É a primeira vez que faço bolsa, no estilo de festa, as chamadas clutches, e foi a peça mais difícil, pois queria que ficasse elegante e não estava encontrando uma forma de fechar. Então, são procedimentos que levam tempo também, não são feitos do dia para a noite”, explica.

A designer revela ainda que seu processo criativo é assistemático. “Eu estou namorando essa coisa do céu tem muito tempo. Fiz uma peça que tem os anéis de saturno com uma pedra chamada pirita, que eu acho incrível. Para mim é especial e tem muito significado, bom para quem trabalha, tem esse lado do misticismo, e foi com ela que recebi o prêmio em Milão. A questão da criatividade não é certa e nem sempre compartilho, é um processo muito íntimo”, diz.

(Dominik Giusti/Diário do Pará)

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