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Artistas paraenses movimentam cenário cultural

O ano termina deixando a sensação de que nunca se falou tanto do Pará como agora e que, apesar do pouco investimento em cultural, nunca se produziu tanto. Vimos surgir a Casa Cuíra – um bom consolo após a perda do Teatro Cuíra. Vimos o Circular Campina-Ci

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O ano termina deixando a sensação de que nunca se falou tanto do Pará como agora e que, apesar do pouco investimento em cultural, nunca se produziu tanto. Vimos surgir a Casa Cuíra – um bom consolo após a perda do Teatro Cuíra. Vimos o Circular Campina-Cidade Velha tornar-se também “Reduto” e se consolidar, alcançando sua 15ª edição.

O público ficou com a promessa e a expectativa de ter anualmente festivais como Mongoloid, Rock in Rio Guamá, Se Rasgum e os estreantes Xaninho Festival (dedicado ao metal e o hardcore) e o Festival Black Soul Samba, que veio quase fazendo a despedida de 2016.

Na literatura, uma boa promessa feita em 2015 foi cumprida: a Flipa – Feira Literária do Pará manteve-se firme e forte, com público ávido em consumir livros de autores paraenses e muita gente nova interessada em escrever. Um exemplo foi Tiago Júlio laçando “Tardis”.

Quanto muitas vezes o apoio ou patrocínio esperado não veio, formaram-se coletivos – o Coletivo Aparelho, o Coletivo Pitiú, o Cobra Venenosa, são apenas alguns deles – e muitas campanhas de financiamento coletivo deram aquela força – foi o caso dos CDs “Miscigenado”, de Bruno Benitez, e “Two Trees”, de André Coruja, bancados com o auxílio de quem esperava ver os trabalhos deles.

E nem começamos a falar dos artistas que despontaram na cena nacional e internacional. Foi o ano de Dona Onete, com direito a shows em Nova York, França, Portugal e Inglaterra, e tietagem de Caetano Veloso e David Byrne. Alexandre Serqueira levou a exposição “Meu Mundo Teu” para o Museu de Arte do Rio – MAR, onde permanece aberta até fevereiro; Edyr Augusto, mais uma vez fez sucesso na França, dessa vez com o livro “Pssica”. No cinema, Jorane Castro estreou seu primeiro longa “Para Ter Onde Ir” na mostra competitiva da 18º edição do Festival do Rio enquanto por aqui a galera das universidades batalhou para manter seus festivais: Toró, Fabe, Fusca, e deram início ao primeiro longa-metragem de ficção universitário, “A Besta Pop”, mais uma promessa para 2017.

O DIÁRIO conversou com algumas pessoas que tem acompanhado de perto toda essa movimentação dentro e fora do Pará para falar de suas perspectivas para 2017. Uma delas é Marcel Arêde, da produtora AmpliCritiva, ligada diretamente à cena musical.

“A gente está passando por um período muito turbulento na política do país e isso incide nas políticas culturais, nos recursos disponíveis dentro das empresas para patrocínios. Ao mesmo tempo, vejo a gente se reinventando, chegando a lugares em que nunca chegou”.

E não faltarão projetos bacanas em 2017, adianta o produtor. Dona Onete fará nova turnê internacional. Uma de nossas referências musicais, Paulo André Barata virá com disco novo, comemorativo à carreira, “um resgate bem legal pra gente”, comenta Marcel Arêde. Liège e Félix Robatto também têm disco novo com lançamento previsto no ano que chega. “Ele vem com disco para criança, que está bem bacana”, comenta.

(Laís Azevedo/Diário do Pará)

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