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Edyr Augusto: livro ganhará adaptação para cinema

Na literatura, Edyr Augusto, como um dos escritores que despontaram este ano, adianta que para 2017 “haverá também uma ótima notícia na área do cinema” – a adaptação de um de seus livros vem por aí. Como um dos organizadores da FliPA - Feira Literária do

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Na literatura, Edyr Augusto, como um dos escritores que despontaram este ano, adianta que para 2017 “haverá também uma ótima notícia na área do cinema” – a adaptação de um de seus livros vem por aí. Como um dos organizadores da FliPA - Feira Literária do Pará, ele afirma que “ainda há muito a fazer”, mas comemora o interesse crescente pela literatura paraense.

Além dele e de Salomão Larêdo (com “Olho de Boto”), que ganharam bom destaque nacional, Milton Hatoum (um amazonense de coração paraense) chega à TV com sua obra “Dois Irmãos”, e Edyr acredita que esse interesse das pessoas em obras que partem de um cenário amazônico pode continuar em 2017.

“As artes que trabalham com imagens estão sempre à procura de novos cenários. Já houve ‘boom’ do Nordeste, Belo Horizonte, Porto Alegre e creio que a Amazônia vem sendo namorada por todos”, diz ele.

No teatro, como integrante do Grupo Cuíra, mais uma vez Edyr acredita que o show não pode parar.

“Nem esses vinte e tantos anos de opressão e desprezo pela cultura acabaram com o teatro. Agora, na ausência de palcos para mostrar seus trabalhos, os artistas paraenses estão se apresentando em casas e outros locais, como até um ônibus circulando por aí, onde são seguidos por muita gente que gosta de teatro”, diz Edyr, referindo à experiência do Cuíra com o espetáculo “Auto do Coração”.

Criatividade e iniciativa trazem boas expectativas

No ramo da economia criativa, quem aponta bons ventos é Tainah Fagundes, que integra a Da Tribu. “A partir do nosso negócio, a expectativa é em 2017 olhar para o exterior. Encerramos 2016 com 14 pontos de venda pelo Brasil. Olhando para o mercado local, tem muita criatividade, falta entender o empreender.

E para isso o caminho é contratar pessoas das áreas de gestão. Ideias não faltam, o Pará é muito inventivo. A gente fecha o ano com sete empreendedores criativos dentro do top 100 do Sebrae”, destaca. “Agora, falta investimento, incentivo, pessoas que compreendam esse papel. Então, a ideia é juntar esses espaços criativos. Quem passou por 2016, com certeza vai ter um 2017 melhor”, profetiza.

O arquiteto e artista visual Jorge Eiró, conhecedor da comercialização direta de obras de arte e de produção/valorização da arte paraense destaca que nessa área, apesar de ver um mercado encolhido, há também uma intensa mobilização de várias fontes e formas para dar um novo gás nas artes visuais locais.

“Na verdade não temos um mercado de arte em Belém. O que existe é um pequeno grupo de pessoas que frequentemente compram arte. A questão mais importante é justamente renovar e ampliar esse grupo, o que, a despeito dos esforços, ainda não rendeu o esperado”.

E isso é necessário para abarcar tantos talentos apontados por ele. “Destaco entre os veteranos os nomes de Geraldo Teixeira, Ruma Albuquerque, Emanuel Franco, Nina Matos, Elieni Tenório e Armando Sobral, artistas com um trabalho muito bem construído e que já estariam a merecer um olhar mais atento em outros cenários. Dentre os novos, destaco a pintura do Zoca Fernandes e do Pablo Mufarrej, a gravura da Elaine Arruda e a fotografia sempre revelando gente muito boa, como Cynthia Marques, e outros surgidos por meio do trabalho extraordinário da FotoAtiva”.

Viver apenas de subsídios estatais é que não dá, diz Eiró, apontando como perspectivas de futuro as boas ideias de 2016. “Vejo como atitudes muito interessantes a abertura de ateliês ao público, como os espaços do Emanuel Franco, do Octavio Cardoso, do Zoca, além das galerias existentes. Outra iniciativa que já se consolidou no calendário cultural da cidade e com uma grande projeção nacional foi a do Diário Contemporâneo de Fotografia, com uma curadoria de fina sensibilidade do Mariano Klautau Filho”, finaliza.

(Laís Azevedo/Diário do Pará)

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