Ela começou na música com a banda A Euterpia, aos 15 anos. Formou-se em canto, graduou-se em licenciatura em música e é pós-graduada em canção popular. Trabalha com preparação vocal e é professora de canto em São Paulo, onde mora desde 2008. Agora, Marisa Brito, aos 33 anos, depois de alguns trabalhos pontuais na música, o que inclui a participação como backing vocal no DVD ao vivo do guitarrista Edgar Scandurra, está em fase de finalização de seu primeiro EP solo, previsto para ser lançado, o mais tardar, no próximo mês.
“Pela primeira vez será um trabalho meu, com a minha cara, minhas composições. A sonoridade, eu acho que vai vir diferente. Quem curtia A Euterpia estava acostumado, pois tem outras referências, mais pop”, considera a cantora.
A banda terminou oficialmente em 2009, mas chegou a fazer três reencontros desde então. O último foi em 2015, na edição de aniversário de 10 anos do Festival Se Rasgum. Ocasião em que Marisa já falava sobre estar compondo e pensando em colocar essas músicas em circulação.
“Já era este EP nascendo”, ela confirma. Mas foi só no início de 2016 que o processo se desenrolou de vez. “Duas das músicas eu já tinha há bastante tempo, as outras duas são bem recentes, inclusive, feitas numa ida a Belém, o que sempre me inspira muito”, comenta.
A tal visita inspiradora ocorreu em setembro, com direito a uma apresentação no “Singer Songwriter”, a convite do músico e produtor do evento, Andro Baudelaire. “Foi um marco para mim, a primeira vez que me apresentei sozinha, e fui como um teste, para ver como o público reagiria a esse novo formato”, conta.
Quem estava por lá podia nem imaginar, mas estava prestes a ouvir em primeira mão o EP que ela preparava para 2017. “Me surpreendeu muito, lotou, a receptividade foi linda. Fiquei muito emocionada. Eu cantei nesse dia todas as músicas do EP. E tocar em Belém é esse sentimento de estar em casa. Com certeza, vou programar um show de lançamento em Belém”, diz Marisa.
Cantora acredita que novas músicas refletem fase adulta
Durante a última semana de dezembro, a cantora fez a gravação das vozes, o que significa que o EP entrou em sua reta final. “As próximas semanas serão de mixagem e masterização, no Rio de Janeiro. Não tem data para lançamento, talvez final de janeiro, início de fevereiro”, diz ela.
Uma parte dos arranjos do disco é assinada por Marcel Barreto, grande parceiro da cantora em composições e de palco. Boa parte desse instrumental foi gravado em Belém, outra em São Paulo. E o disco ainda tem a produção de Vinicius Sauerbronn, do Rio de Janeiro.
“É meu primeiro trabalho com ele (Vinicius) e está sendo uma parceria ótima. Na verdade, todo mundo que está no processo tem tido uma sintonia maravilhosa”, conta Marisa.
E por falar em boas parcerias, além das canções “Atalho”, “Coração na Boca” e “Falas”, o EP inclui a composição “Por Trás do Desenho”, assinada por ela e a paraense Ana Clara. “São quatro faixas para marcar uma nova fase na minha carreira. Acho importante enfatizar meu amadurecimento. Acredito que nesse trabalho eu trouxe outras formas de ver o mundo e a música. Minha visão como mulher, adulta, isso é bem forte nas músicas novas”, completa.
LANÇAMENTO
O EP ficará disponível em todas as plataformas: Deezer, Spotify, iTunes. Mas também ganhará uma versão física. Toda a parte visual está sendo direcionada pela fotógrafa Fernanda Brito Gaia. Também residente em São Paulo, a fotógrafa é irmã de Marisa e já tem vários trabalhos em parceria com ela. “Na época d’A Euterpia, ela já me ajudava muito. A capa do disco da Euterpia (Revirando o Sotão/2007) tem visual todo dela. E agora ela pensou todo o conceito do meu EP, ajuda no figurino, no visual do show e também dos videoclipes”. Por sinal, está nos planos da cantora realizar videoclipes para todas músicas do EP.
(Lais Azevedo/Diário do Pará)
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