plus
plus

Edição do dia

Leia a edição completa grátis
Edição do Dia
Previsão do Tempo 28°
cotação atual R$


home

_
_

Um mercado aberto para a cultura

Instituto recém-inaugurado em Belém quer transformar produtores e artistas em empreendedores. O dramaturgo Carlos Correia Santos é um dos artistas que recorreram ao Idhac (Foto: Iara Correia Santos/Divulgação) Desde o processo de criação do produto até a

twitter Google News

Instituto recém-inaugurado em Belém quer transformar produtores e artistas em empreendedores. O dramaturgo Carlos Correia Santos é um dos artistas que recorreram ao Idhac (Foto: Iara Correia Santos/Divulgação)

Desde o processo de criação do produto até a distribuição, preço, cliente, investidor, todo esse diagrama precisa ser trabalhado quando se fala em realizar um bom negócio. Isto vale inclusive no segmento cultural. É o que o consultor, produtor cultural e coach empresarial José Maria Vilhena, profissional com quase 30 anos de experiência e militância na área cultural paraense, propõe repassar no curso “Cultura como Oportunidade de Negócio”, que será ministrado por ele, no próximo dia 21, na Fibra.

“É um curso de empreendedorismo. O objetivo é discutir junto às pessoas qual o papel do produtor cultural diante de todo potencial artístico do estado, mostrar oportunidades de negócios que a cultura apresenta, qual o potencial dela para a geração financeira”, destaca Vilhena.

A atividade é o exemplo de um dos pilares de atuação do Instituto de Desenvolvimento Humano Artístico e Cultural (Idhac), criado por ele em Belém justamente com a intenção de auxiliar e apoiar a geração de projetos dentro da realidade atual do mercado. Lançado este mês, o instituto pretende ainda movimentar a cena artística local. “Usar de forma estratégica os espaços disponíveis na cidade, não só da região metropolitana de Belém, mas outros municípios. Mesmo diante de todo um poderio, uma gama de possibilidades, ainda vemos uma dificuldade grande dos artistas em viabilizar seus produtos em relação aos espaços”, destaca o consultor. Ele aponta que com isso dois outros aspectos acabam atingidos: o público e os patrocinadores/empresários. “Eles acabam nem conhecendo possibilidades de investimento em projetos culturais”.

Por isso, outro foco do instituto é usar de forma adequada mecanismos de fomento, através das leis de incentivo, nas três esferas da administração pública. “Temos uma estatística ainda muito modesta em relação à aprovação de projetos e o que é captado no mercado”. Vilhena ainda destaca: “A gente precisa democratizar a distribuição dessas verbas para projetos que não têm tanto espaço hoje junto ao mercado, dos empresários. Hoje a gente tem um cenário míope. O estado não se apropria do potencial que a cultura tem como geração de emprego, renda, transformação social”.

Instituto vai oferecer consultorias para projetos artísticos

Como destaca o consultor José Maria Vilhena, o Idhac pretende trabalhar com as três partes essenciais para ampliar o mercado de produtos culturais em Belém: o processo criativo, que envolve mapeamento e pesquisa da produção artística; a formação de público e plateia, através de projetos de imersão e vivência, que os coloque em contato direto com os artistas e seus projetos; e o fomento/investimento, cujo objetivo é apresentar um cardápio de possibilidades de escoamento, difusão e desenvolvimento a longo prazo dessa produção artística.

O próprio instituto pretende investir em alguns projetos que sabe ter grande potencial e gerar atividades como o curso deste mês, oferecendo profissionalização adequada. “Oficinas, intercâmbio com grupos de outros estados, parcerias internacionais serão algumas ações oferecidas, inclusive como forma de buscar tecnologias e modos de atuação que deram certo”, completa.

Entre os artistas que já têm parceria com o instituto, estão o músico e dramaturgo Carlos Correia Santos e o músico Alcyr Guimarães. “O Carlos tem uma carreira de sucesso na área artística com o lançamento de inúmeras e premiadas publicações, e um acervo invejável de espetáculos teatrais. O Alcyr é também uma das grandes referências na produção musical de nosso estado, com carreira internacional consolidada e com uma contribuição singular para as novas gerações de artistas”, destaca Vilhena.

O Idhac também começa a dialogar com espaços mantidos pelo estado, associações e empreendimentos como os shoppings.

“Queremos preencher esses espaços com cultura. Outro diálogo que pretendemos é com a área de turismo, mostrando como esses produtos podem ser oferecidos de forma atrativa. Temos muitos artistas com repercussão nacional, como Felipe Cordeiro, Arthur Espíndola, Gaby Amarantos, e expressões riquíssimas como os Pássaros. A cultura paraense pode ser um grande negócio”, diz Vilhena.

Conheça

Instituto de Desenvolvimento Humano Artístico e Cultural – Idhac
Funcionamento: segunda a sexta, de 8h às 12h e 14h às 18h.
Onde: Rua Antônio Barreto, 1051, entre 14 de Março e Alcindo Cacela – Umarizal
Informações: (91) 3276-8330 / 98707-7277 / 99163-5632

Curso “Cultura como Oportunidade de Negócios”
Quando: Dia 21, das 8h às 19h.
Onde: Fibra (Av. Gentil Bittencourt, 1144, entre Generalíssimo e Alcindo Cacela)
Inscrições: secretária de pós-graduação e extensão da Fibra.

(Lais Azevedo/Diário do Pará)

VEM SEGUIR OS CANAIS DO DOL!

Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.

Quer receber mais notícias como essa?

Cadastre seu email e comece o dia com as notícias selecionadas pelo nosso editor

Conteúdo Relacionado

0 Comentário(s)

plus

    Mais em _

    Leia mais notícias de _. Clique aqui!