O cantor e compositor paraense Henry Burnett apresenta amanhã, a partir das 17h, na DiscosaoLeo, em Belém, show de pré-lançamento de seu novo disco, “Incidental”, um trabalho com pegada roqueira, produzido pelo músico Fábio Cavalcante, com canções autorais e parcerias com compositores paraenses. O show tem entrada franca. O lançamento oficial do CD será no dia 27, às 19h, no Sesc Boulevard.
“Sonoramente é uma ruptura. É meu disco mais pesado, mais atravessado pelo clima do rock que sempre esteve mais ou menos velado nos meus discos anteriores. Talvez porque o rock contém na sua história o viés crítico que eu precisava agora com mais presença e visibilidade”, comenta o compositor. “Claro que quando digo rock estou falando também do meu modo de fazê-lo. Também pensava num dos grandes movimentos musicais da cidade, o rock, que sempre me impressionou pela vitalidade e autenticidade. Meu disco é um pouco também uma homenagem a toda essa história”, comenta Henry Burnett.
O cantor e compositor conta que “Incidental” foi pensado para sair no aniversário de Belém, este mês, mas sem ser uma homenagem tradicional. “Talvez enviesada, atravessada por uma crítica mais ou menos explícita sobre a situação da cidade e de sua gente”, diz Burnett.
O disco traz canções dele e parcerias com Renato Torres (“Reino”), com Paulo Vieira (“Belém de Passagem”, “Entremãos”, “Isso é Viver”, “Oswald Canibal”) e Edson Coelho (“Trem do Samba”). Para mostrar esse vínculo com a tradição do rock paraense, Burnett convidou a cantora Sammliz para dividir os vocais de “Isso é Viver”.
“São temas variados, a música e os modos de ouvir o que se produz hoje, a decadência, o amor, Belém, a tradição do samba no Rio de Janeiro, e por aí vai. Embora eu tenha vários trabalhos em andamento, não sou um compositor prolixo, componho pouco e às vezes, quando entro num projeto como o de musicar os poemas de Hilda Hilst para uma peça, faço tudo em bloco. Outras vezes, como num projeto ainda não lançado chamado ‘Sangue’, escrevi letras sobre músicas de um compositor chamado Guilherme Valverde, uma experiência inédita e deslumbrante para mim. Mas não tenho um método único, sou muito atravessado pelos acasos e pelas parcerias”, comenta.
Neste sábado, Henry Burnett canta ao lado dos músicos com quem gravou o disco - Renato Torres (guitarras, vocais e arranjos), com quem já trabalha há mais de dez anos, Maurício Panzera (baixo) e Tiago Belém (bateria) -, com a exceção de Fábio Cavalcante, que mora em Santarém.
(Dominik Giusti?diário do Pará)
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