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Releituras de Waldemar Henrique em alto e bom som

O teatro do Sesc Boulevard já estava com lotação máxima quando ainda faltava cerca de meia hora para o início do espetáculo. No camarim, o elenco aguardava ansioso o sinal para entrar no palco, o coração estava em velocidade máxima. “Acelerado como se fos

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O teatro do Sesc Boulevard já estava com lotação máxima quando ainda faltava cerca de meia hora para o início do espetáculo. No camarim, o elenco aguardava ansioso o sinal para entrar no palco, o coração estava em velocidade máxima. “Acelerado como se fosse a primeira vez na vida que vou entrar no palco”, comentava Carlos Correia Santos, autor e diretor do musical “Pop Rock Waldemar”. Uma produção genuinamente paraense, o espetáculo foi a atração da edição do Mural Cultural realizada no último sábado, organizada pelo Grupo RBA com patrocínio da Vale, e entregue ao público como um presente pelos 401 anos da capital paraense.

A apresentação destacou em seu enredo a vida e a obra do maestro e compositor Waldemar Henrique. Falecido em 1995, ele deixou um legado de mais de 150 canções, além de peças para piano solo, coro, orquestra e música para novela, teatro e filmes. “Para mim, o melhor de estar nesse espetáculo é o quanto ele é enriquecedor e nos ensina sobre Waldemar. Quando ele faleceu, eu não era nem nascida ainda”, comenta a atriz Raíssa Gama, refletindo o sentimento dos jovens presentes na plateia e que puderam acompanhar a releitura de seis canções do maestro.

Ao som de violinos, seguidos de bateria, guitarra e baixo elétrico, o espetáculo iniciou com uma canção autoral, de mesmo nome do espetáculo, composta por Carlos Correia, para exaltar a colaboração de Waldemar Henrique para com a música paraense, além de instigar o público a conhecer mais de perto sua história de vida. Na sequência, com texto bem humorado, os seis personagens em cena – Matilde Perera (Neire Lopes), Wal (Dulce Monteiro), Mara (Raíssa Gama), Deco (Jorge Ney) e Beto (Washington Luís) – revezaram-se em performances que foram do pop romântico ao rockabilly.

O som ficou por conta banda do selo Versivox, com Marcos Saraiva no baixo e na direção musical.

O público aplaudiu cada canção apresentada, indo de versões pop rock de “Foi Boto, Sinhá!” até “Uirapuru” e “Tamba-Tajá”. O sucesso do espetáculo, traduzido em aplausos e muitas risadas, foi comemorado pelo grupo RBA, realizador do evento. “Os ingressos sempre esgotam. O projeto é um sucesso desde a sua primeira edição. E a gente fica feliz em homenagear Belém nos seus 401 anos com um espetáculo criativo, feito todo por artistas paraenses”, destacou o diretor geral do grupo RBA, Camilo Centeno.

Centeno aproveitou ainda para anunciar que novas edições do Mural Cultural devem ocorrer ainda neste primeiro semestre, com propostas diversificadas, conteúdo voltado para toda a família e entrada franca. “Importante destacar esse compromisso que nós tivemos desde o início em oferecer essa programação de forma gratuita, por isso a importância de ter o patrocínio da Vale. Sem o apoio dela, isso seria impossível. E a gente fica ainda mais feliz em conseguir trazer tanta gente para o espetáculo”, finalizou.

(Lais Azevedo/Diário do Pará)

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