Após uma temporada em shows pockets e mais intimistas, a cantora Ana Clara Matos volta a soltar a voz com banda completa e um repertório mais denso. É a retomada de uma fase de experimentações e testes para novos projetos e parcerias. O show ocorre hoje, a partir das 22h, ao lado de Lucas Padilha (violão e guitarra), Manuel Malvar (baixo) e Ulysses Moreira (bateria), com participações de Marcelo Damaso, João Lemos e Ed Guerreiro, na Casa do Fauno.
No repertório, músicas do disco “Canções de Depois”, lançado em 2016, com o selo Na Music, e outras que ela gosta de cantar também. “No ano passado fiz só um ou dois shows com banda, e estava realizando apresentações mais curtas, então para esse show, que vou tocar com banda depois de muito tempo, me deu vontade de fazer algo mais longo e com repertório do EP e disco e dar um pontapé para o início dos trabalhos este ano”, comenta.
Músicas como “Que Nem Passarinho” (Emanuel Matos/José Maria Bezerra), “Polaroid Sem Cor” (Toni Soares/Mariano Klautau Filho) e “Desconstrução Sentimental” (Jack Nilson), além de “Ele Sabe Dançar” (Ana Clara/João Lemos) estão no seu set list. “Sem Chão”, em parceria com o cantor e compositor – e amigo de longa data - Lucas Padilha, é outra que compõe o show. Os dois também assinam juntos “Zelda”, single lançado em 2015.
“O Lucas é um amigo muito próximo, gostamos de muitas coisas em comum, conversamos bastante sobre isso, e no meu disco ele já tinha me dado música que ele compôs e não cabia no formato que ele estava trabalhando, achava que tinha mais a ver com o meu trabalho. Com o tempo, passamos a produzir juntos. A partir dela, vieram outras composições, várias ideias”, comenta.
Os trabalhos em parceria ocorrem sobretudo a partir de suas letras. Dos textos que ela anota em seu caderninho, vai revisitando ideias que podem, em algum momento, pedir uma melodia – ocasião em que ela gosta de apresentar a produção a algum amigo músico. “Crio muito pouco melodia. Minha regra é começar pelo texto, que é a linguagem que amo e com a qual tenho relação mais íntima. Era a minha aspiração”, diz.
Ela revela ainda que o canto surgiu depois, e que gosta bastante da relação com o papel, de anotar a ideias. “Busco referências, essa relação com o caderninho, anotar, misturo referências visuais com composições, escrever e achar que é para outro momento”, finaliza.
(Dominik Giusto/Diário do Pará)
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