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Oficina ensina a criar máscaras

Artista Paulo Emílio Campos utiliza técnica da papietagem para produzir um dos símbolos mais tradicionais do CarnavalAtravés de uma técnica antiga, muito utilizada nos antigos carnavais em Belém, a papietagem, o artista Paulo Emílio Campos retoma outra tr

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Artista Paulo Emílio Campos utiliza técnica da papietagem para produzir um dos símbolos mais tradicionais do Carnaval
Através de uma técnica antiga, muito utilizada nos antigos carnavais em Belém, a papietagem, o artista Paulo Emílio Campos retoma outra tradição desse período: as máscaras carnavalescas. Seu uso tem origem na cidade italiana de Veneza, no século 17. Os nobres usavam este acessório ricamente ornamentando para manter o anonimato e aproveitar o carnaval junto com o povo. A tradição foi para Portugal e depois chegou ao Brasil, onde tornou-se muito apreciada, principalmente nas festas carnavalescas de salão por dar um verdadeiro clima de glamour à folia.

“É uma pena que quase não vemos mais as máscaras no carnaval de Belém, só os mascarados de São Caetano de Odivelas que ainda são conhecidos por elas”, aponta Paulo Emílio, que então propôs a realização da “Oficina Relâmpago de Máscaras Carnavalescas”, ensinando aos foliões como confecioná-las de forma simples, mas criativa. As aulas ocorrem hoje, terça e quarta-feira, das 19h às 21h, na Casa do Fauno. A atividade integra o CarnaFauno, programação de carnaval do espaço cultural, e recebe até 15 inscrições, realizadas no local.

Paulo Emílio é um dos mestres da técnica da papietagem em Belém, autor de diversas esculturas e cartuns premiados. Na oficina, o próprio aluno determina a máscara que vai criar. O professor acredita que cada um consiga confeccionar até três delas. A versatilidade da papietagem e a disposição do artista garantem a liberdade de criação. “Era uma técnica utilizada no carnaval do Brasil todo, na verdade, sendo chamada também de ‘papel e goma’. A goma pode ser de mandioca ou amido de milho. Na oficina vamos usar o original mesmo, que é o amido com o jornal”, explica o artista.

Ficará a cargo do aluno fazer um rascunho de algo que ache interessante e contar com a ajuda do professor, que deixa o tema livre para que aprendam a técnica, mas também se divirtam fabricando essa parte de suas fantasias. “Elas são uma tradição que a gente ajuda com prazer a resgatar, assim, ao invés das pessoas comprarem aquelas industrializadas – algumas inclusive são horríveis -, fazer algo mais elaborado. E fica fácil fazer com papietagem, já sai de lá com a possibilidade de, ano que, vem fazer as próprias máscaras, ensinar aos amigos. Resgata a tradição dos mascarados, que é difícil ver hoje”, comenta Paulo Emílio.

A taxa de inscrição na oficina inclui todo o material que será utilizado, como tinta, papel, maizena, pincéis, fitas, tesoura, estilete e cola.

APRENDA

Oficina Relâmpago de Máscaras Carnavalescas
Quando: Hoje, terça e quarta, às 19h e 21h;
Onde: Casa do Fauno (Rua Aristides Lobo, 1061);
Quanto: R$ 80 (inscrições no local);
Mais informações: (91) 98705-0609/ 98134-7719

(Lais Azevedo/Diário do Pará)

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