plus
plus

Edição do dia

Leia a edição completa grátis
Edição do Dia
Previsão do Tempo 23°
cotação atual R$


home

_
_

Um olhar sobre a mulher na literatura

A mulher que cuida e cria, a mãe e a dona de casa. Na literatura, o mito construído em torno do papel feminino foi sendo moldado a partir do século 17, devido às constantes mudanças na sociedade. E o que dizem, então, grandes obras literárias sobre a mulh

twitter Google News

A mulher que cuida e cria, a mãe e a dona de casa. Na literatura, o mito construído em torno do papel feminino foi sendo moldado a partir do século 17, devido às constantes mudanças na sociedade. E o que dizem, então, grandes obras literárias sobre a mulher? Com o objetivo de responder a essa pergunta, o professor e poeta Clei Souza, que já pesquisa o assunto há pelo menos cinco anos, ministra o minicurso “A mulher na literatura brasileira: o corpo do diabo”, a partir das 17h, no Espaço Cultural Sinhá Pureza, na Cidade Velha, em Belém. Os valores recebidos com as inscrições vão ser destinados para a manutenção do espaço.

Clei explica que selecionou trechos de obras que compreendem do período barroco até a literatura contemporânea, para uma abordagem descontrucionista - ou seja, a fim de fazer uma leitura crítica sobre os perfis estéticos e psicológicos das personagens nas histórias contadas nas páginas do livro, o que ele considera que ao longo dos séculos foi passando despercebido enquanto construção de um imaginário comum sobre a mulher.

“Durante os séculos 17, 18 e 19, foram criados os mitos que fundaram do que é a representação da mulher, o que perdura até hoje, sobre a ligação com a maternidade, por exemplo. Foi um período em que houve na Europa grande mortalidade de crianças. Vários intelectuais, como Russeau, disseram que a função da mulher é ser mãe e que ela deveria ficar em casa, enquanto o homem trabalha e fica na rua. No século 18, os médicos e anatomistas pegaram textos de Galeno e Aristóteles e começaram a difundir a ideia de que o corpo da mulher era frágil, surgindo o mito do sexo frágil, que é encontrado em correntes como o barroco, o parnasianismo, o naturalismo”, explica Clei Souza.

Autores como Gregório de Matos, Aluísio Azevedo, Ana Cristina Cezar, e outros já conhecidos da literatura brasileira, terão suas obras explicadas e comentadas. O professor considera ainda que ao longo do século 20, principalmente após o movimento modernista iniciado na década de 1920, nomes femininos começam a surgir no cenário das letras e se contrapõem a esses discursos, o que é reforçado a partir das décadas de 1960 e 1970, com a poesia marginal.

“O importante é ver que essa abertura traz novos discursos. Mas perdura o estudo de autores que são cânones e criaram obras com imagem negativa da mulher. Como em ‘O Guarani’, de José de Alencar, que tem as personagens Cecília, branca e angelical, virgem e pura, filha do fidalgo com a sua esposa portuguesa, e Isabel, morena e sensual, filha dele com uma índia, mostrando a diferença entre as duas”, comenta.

Participe

Minicurso “A mulher na literatura brasileira: o corpo do diabo”, com Clei Souza
Vagas: 25
Quando: Amanhã, das 17h às 19h
Onde: Espaço Cultural Sinhá Pureza (Rua Dr.Rodrigues dos Santos, 305, Cidade Velha).
Quanto: R$ 20
Informações: 98930-7068.

(Dominik Giusti/Diário do Pará)

VEM SEGUIR OS CANAIS DO DOL!

Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.

Quer receber mais notícias como essa?

Cadastre seu email e comece o dia com as notícias selecionadas pelo nosso editor

Conteúdo Relacionado

0 Comentário(s)

plus

    Mais em _

    Leia mais notícias de _. Clique aqui!