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Em Belém, nem todo Carnaval tem seu fim!

Quem achou que o Carnaval de Belém já tinha acabado na Quarta-feira de Cinzas se enganou. Pelo menos não para os seguidores do bloco Unidos do Like. Em sua terceira edição, o bloco, que sai todo primeiro sábado depois do Carnaval, percorreu as ruas do bai

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Quem achou que o Carnaval de Belém já tinha acabado na Quarta-feira de Cinzas se enganou. Pelo menos não para os seguidores do bloco Unidos do Like. Em sua terceira edição, o bloco, que sai todo primeiro sábado depois do Carnaval, percorreu as ruas do bairro Reduto, na tarde de anteontem.

A concentração começou por volta das 15h, na frente da boate Malícia, na travessa Rui Barbosa. Pessoas com todo tipo de fantasia começaram a aparecer e, às 16h, com a banda SamBloco, todos partiram até a Praça da República e depois retornaram.

FANTASIAS

Tinha sereia, bailarina, anjinho, diabinho, homem vestido de mulher, mulher vestida de homem e o que mais a criatividade mandasse. O técnico de comunicação Evandro Monteiro, 35, estava todo coberto com uma fantasia do Sub-Zero, um personagem de videogame, e foi uma das principais atrações do bloco, com vários foliões pedindo para tirar foto com o brincante. “Venho nesse bloco desde o início. É incrível, uma energia boa, todo mundo misturado, todo mundo participando. Nem a chuva espanta!”, ressalta o rapaz.

Veja imagens do bloco clicando aqui.

Houve alguns minutos de chuva no começo do cortejo, mas ela não durou muito tempo e tampouco atrapalhou a energia do pessoal.

Eliana Amaral, 36, jornalista, estava indo ao bloco pela segunda vez. Tinha acompanhado a edição do último ano, curtido e retornado. A fantasia, de bobo da corte, foi a forma da jornalista de dizer que todo mundo pode ser o que quiser. “Para mim, o Carnaval é uma festa eclética. Para todo gosto e sem gênero. Homem vai como quer e mulher vai como quer”, comenta.

COMUNICAÇÃO

O principal público do bloco são os profissionais que trabalham com comunicação na capital. Jornalistas, publicitários, designers, fotógrafos, etc.

A organização do evento é composta por cinco jornalistas amigos que se sentiram órfãos com o fim do antigo bloco Filhos da Pauta há uns anos. Dispostos a não deixar esse momento de diversão entre os comunicadores acabar, criaram o Bloco Unidos do Like. Apesar disso, a brincadeira é aberta a qualquer público e é 100% gratuita, nada de abadá, apenas alegria e criatividade.

Segundo Anna Paula Melo, 32, uma das organizadoras, o evento reuniu cerca de 350 pessoas. Os brincantes fizeram a tradicional foto em frente ao Theatro da Paz e depois retornaram à boate, às 17h, onde a festa continuou com os DJs da casa. Além da banda, a folia contou com a presença do cantor homenageado, Félix Robatto.

Criançada também entrou na onda. (Foto: Jader Paes/Diário do Pará)

TURMA DO EPAMINONDAS TAMBÉM BRINCOU

Já a turma do Epaminondas Gustavo, personagem do juiz de direito Claudio Rendeiro, da 4° vara do Tribunal do Júri, da capital, juntou, na tarde de ontem, estudantes e profissionais de direito nas ruas do bairro do Reduto, em Belém. Eles foram no bloco ‘Atrás dos sem aqueles’, que este ano, traz à avenida, o tema da luta contra o Trabalho Infantil. O cortejo reuniu ao menos 500 pessoas.

O bloco, que iniciou em 2014, mas este ano completa sua segunda edição, tem como objetivo conscientizar as causas sociais. “Na primeira vez, arrecadamos fundos para o Hospital Materno Infantil, da Santa Casa e, agora, lutamos contra o trabalho infantil”, diz Rendeiro, que acompanhado da juíza do Trabalho (TRT8), Vanilza Malcher, compôs até machinha: ‘Atrás dos sem aqueles contra o trabalho infantil’ para não deixar ninguém parado. “Esta luta é constante e fundamental, para dizer não à exploração das nossas crianças, que devem estar nas escolas”, reforça a magistrada.

RESPONSABILIDADE

A verba arrecadada com os abadás será destinada ao Programa de Combate Infantil e Estímulo à Aprendizagem.

O personagem Epaminondas Gustavo já é conhecido do público paraense desde uma mensagem de áudio, feita em 2013, com uma crítica sobre o início do uso excessivo das pessoas do aplicativo WhatsApp.

(Arthur Medeiros e Roberta Paraense/Diário do Pará)

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