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Danka Umbert até domingo em Belém

Assim o artista visual Danka Umbert define seu trabalho, que pode sair desfilando por aí em tênis nos pés dos paraenses. Ele fica em Belém só até domingo fazendo customizações exclusivasO artista Danka Umbert, de Florianópolis, foi passar uma temporada na

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Assim o artista visual Danka Umbert define seu trabalho, que pode sair desfilando por aí em tênis nos pés dos paraenses. Ele fica em Belém só até domingo fazendo customizações exclusivas

O artista Danka Umbert, de Florianópolis, foi passar uma temporada na Indonésia para surfar e gravar um programa para o canal OFF, mas por lá encontrou um produtor de arte que, ao ver seus trabalhos, o convidou para expor na Deus Gallery. “Mudei completamente o rumo da viagem. Passei dois meses em Bali trabalhando para expor”, revela em entrevista exclusiva ao Você. O artista está até domingo, 12, em Belém fazendo customização de tênis como promoção de inauguração de uma rede de calçados no Shopping Bosque Grão Pará.

A história resume um pouco da sua trajetória, que foi ocorrendo de forma intuitiva, mas segura. Danka chegou a fazer curso de Artes Visuais, mas abandonou por achar que o ambiente não combinava com sua personalidade. Ele tem memórias da sua aptidão por arte ainda na infância, mas foi mesmo na adolescência e no ambiente dos surfistas que seu lado artístico começou a se mostrar, primeiro personalizando as suas pranchas; depois, passando a pintar quadros e se afeiçoando a outras técnicas - como o grafite, que produz paralelamente às atividades dentro do estúdio. Mesmo distintas em suas plataformas, o artista acredita que aí há um casamento perfeito já que suas obras podem estar espalhadas de galerias a muros ou tênis por aí.
“Comecei a ter demanda e vender pinturas, desenhos, receber encomendas, comecei a perceber que era um caminho. A pintura e o grafitte, para mim, se complementam. Ficar no estúdio pintando é como estar no escritório, é um ambiente mais calmo, e estar na rua é não saber ao certo o que pode acontecer”, compara o artista, que no grafite usa o pseudônimo de Altus Baita.

Suas obras têm caráter figurativo e são quase todas mulheres com olhares firmes, ora de tristeza, ora de tesão, ora de alegria ou de algum furor por ser mulher. Ele também gosta de misturar suas personagens femininas a pássaros, num misto de sonho de voo e fantasia do que se é. Também há desenhos de caveiras, animais e abstrações.

“São sentimentos. Sempre morei com mulheres e desde criança percebo o que é ser mulher. Hoje vejo a potência do que represento e admiro muito isso. A arte tem que causar impacto e acho que esses olhares são isso, são poesia pura. Arte tem que ser poesia”, pontua.

Na capital paraense, ele já marcou de encontrar alguns coletivos para deixar sua marca por aqui também. Em abril, ele segue para Londres e já está com agenda também para Nova York.

(Dominik Giusti/Diário do Pará)

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