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Chef ensina crianças a comer de forma saudável

Salgadinhos, frituras, refrigerantes. O universo de comidas disponíveis às crianças nas escolas e nas próprias casas é cada vez mais industrializado, e isso tem afetado diretamente a saúde dos pequenos. Buscando incentivar o público infantil a comer alime

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Salgadinhos, frituras, refrigerantes. O universo de comidas disponíveis às crianças nas escolas e nas próprias casas é cada vez mais industrializado, e isso tem afetado diretamente a saúde dos pequenos. Buscando incentivar o público infantil a comer alimentos frescos e saudáveis, o chef Kennedy Silva criou uma oficina para ensinar crianças a cozinhar e, de forma criativa e lúdica, ajudá-las a se alimentar melhor.

“Eu tinha essa ideia há dois anos. A gastronomia está em alta, muitos programas de televisão abordam isso. E pensei em como levar esse assunto para crianças. Na oficina, ensino a fazer receitas simples, sem muitos utensílios, como molhos, sanduíches e falo por que elas devem comer dessa forma”, explica Kennedy.

Dara Pereira, de 8 anos, não comia verduras e legumes de jeito nenhum. Até que a mãe, Elisabeth, resolveu colocá-la no curso. Agora, essa realidade está começando a mudar. “Falei para a mamãe que comi folha, até que não foi tão ruim. Mas eu não comia aqui em casa, era um sacrifício”, diz Dara.

A mãe está feliz com o resultado, pois já queria fazer algo para que a menina começasse a comer melhor. “Logo quando vi o curso fiquei interessada, pois o Kennedy apresenta diversos tipos de alimentos e como aplicar para criança. Ele fala sobre a origem dos alimentos, importância da alimentação saudável, por isso matriculei ela. E eu também aprendi bastante”, diz Elisabeth.

Foto: Wagner Santana

Pais e filhos

Na cozinha, o chef Kennedy se transforma em um personagem, para que as crianças se concentrem no que ele diz. Geralmente tanto as crianças quanto as mães têm dúvidas quanto à origem dos alimentos, a melhor forma de combinar os ingredientes e como servir para agradar ao exigente paladar dos pequenos.

“São receitas leves e descomplicadas, mas muito saudáveis. Nosso foco é alimentação saudável para crianças. Os pais, às vezes, na correria do dia a dia, acabam ficando desatentos a isso. Mas o momento de cozinhar poder ser partilhado com os filhos. Tinha uma aluna que não comia cenoura, por exemplo. Daí fizemos atividade com cenoura e ela adorou”, comemora.

Descascar mais, desembalar menos

Sobre alimentação de crianças, o nutricionista Juscélio Araújo orienta: a melhor regra é descascar mais e desembalar menos. Ele reforça a importância de oferecer comida fresca e natural ao invés de industrializados e lembra que, nos primeiros anos, a criança não reconhece sabores. A decisão do que pôr na mesa éalgo cultural.

“A criança não conhece o que é amargo, o que é doce, o que é salgado, então é importante, a partir dos seis meses, introduzir papinha de legumes, de frutas, de carnes amassadas, para o bebê realmente distinguir esses sabores. E depois, manter a alimentação o mais colorida possível. Creio que o que a criança come é reflexo da alimentação dos pais, então, se ela vir pais consumindo muitos industrializados e açúcar, vai consumir também. E tem mais: o bebê nasce com a genética dos pais, então, pais obesos geralmente criam filhos com certa tendência a sobrepeso, pois os hábitos alimentares são errados”, explica.

Ele defende ainda que ter a orientação de um nutricionista ajuda no crescimento correto das crianças, já que nas escolas - onde elas passam a maior parte do tempo - há muita oferta de alimentos industrializados, apesar de alguns colégios já terem iniciado campanhas para estimular a reeducação alimentar. “A educação começa em casa. Os pais têm que se policiar e fazer lanches o mais naturais possível. É mais cômodo pegar caixinha de suco industrializado, bolinho e botar na lancheira do que fazer um suco natural, um sanduíche com pão integral. Então, hoje em dia, a falta de tempo e organização reflete na alimentação da criança”, diz.Depois do período de amamentação exclusiva, Juscélio Araújo indica que a alimentação pode incluir, gradativamente, alimentos mais sólidos, carnes magras, frango, peixe e porco - que devem ser feitos de forma grelhada -, legumes frescos, purês de batata doce ou macaxeira, por exemplo. “A alimentação correta garante teor de fibra para melhorar a evacuação da criança. É preciso também estimular consumo de água para hidratação. Também é interessante ofertar castanhas raladas em cima da comida, que é rica em ômega 6 e 9”, diz.

Receita:

Para a criançada fazer em casaBatatinha Suprema

Ingredientes:Batatas Batatinha palha

Cheiro-verde a gosto

1 caixa de leite

3 colheres de trigo

Queijo parmesão a gosto

Sal a gosto

Meia cebola ralada

1 dente de alho ralado

Azeite

Preparo Batatas: Corte as batatas ao meio e coloque para cozinhar em água com sal a gosto. Reserve em um recipiente.

Molho branco: Frite no azeite o alho e a cebola bem picados ou ralados. Em seguida, adicione a farinha de trigo e mexa sempre (use um batedor fouet, para dar melhor consistência). Adicione o leite aos poucos, até ficar cremoso. Rale o queijo parmesão dentro do molho para ajudar na consistência.

Montagem: Feito o molho, decore o prato jogando o cheiro verde picado e unte com um pouco de molho no prato. Coloque as batatas e cubra com o molho e finalize com cheiro verde e a batatinha palha junto com o parmesão.

(Dominik Giusti/Diário do Pará)

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