A cantora Ana Vilela, de apenas 19 anos, ainda está impactada com o sucesso de sua música “Trem-Bala”, que viralizou nas redes sociais e ninguém sabia quem era a autora. Foi quando ela decidiu fazer um vídeo caseiro para mostrar a sua interpretação. Desde então, o vídeo no YouTube já tem mais de 11 milhões de visualizações. A ascensão meteórica ainda é novidade, mas a repercussão chegou ao seu maior ídolo, Luan Santana – com quem cantou de mãos dadas ano passado, no programa “Caldeirão do Huck”. A modelo Gisele Bündchen também fez sua versão, assim como o Padre Fábio de Mello.
A letra de “Trem-Bala” fala sobre agradecer e sentir-se pleno mesmo após as mágoas da vida. O violão folk e a melodia complementam sonoramente a mensagem. Hoje, a partir das 18h, a cantora natural de Londrina, no Paraná, apresenta-se no Parque Shopping, em Belém, gratuitamente. Confira entrevista realizada com exclusividade para o Você em que Ana conta um pouco sobre a vida e a carreira.
P: Você disse que quando compôs “Trem-Bala” estava passando por um momento difícil. E que as palavras vieram após uma conversa com seu avô. Por que você escreveu algo sobre gratidão ao invés de falar sobre as mágoas? O que sentia na hora que estava compondo?
R: Acho que aquele era um momento de cicatrização, as mágoas já eram algo que eu estava superando. Foi o encerramento de um ciclo muito pesado na minha vida, mas que me ensinou muita coisa. Não tinha sentido escrever sobre mágoas sendo que eu estava enxergando o que de bom eu poderia tirar da situação toda...
P: Como se iniciou sua carreira musical? O que costuma ouvir? Quais são suas referências?
R: Desde sempre quis seguir na carreira musical, e “Trem-Bala” foi o meu “empurrão” pra levar isto adiante. Gosto muito de Tiago Iorc, Maria Gadú, levo muito como referência. Também curto as meninas do AnaVitória e OutroEu.
P: Vi que o marido de uma tia sua foi importante nessa trajetória. Como foi esse incentivo?
R: Sim, o Alê! Hoje ele trabalha comigo também! Ele me deu a minha primeira (e única) aula de violão, sempre esteve presente nessa parte da minha vida. Quando eu era mais nova e fazia pocket shows em praças de alimentação, ele tocava comigo e me ajudou muito quando aconteceu tudo com “Trem- Bala”.
P: Vi, na propaganda de Dia das Mães de um banco, você falando da relação com a sua mãe e com sua avó. Como foi a sua infância e adolescência?
R: Eu cresci com os meus avós, porque meus pais me tiveram muito cedo. Minha mãe tinha 16, 17 anos. Mas o contato com os meus pais acontecia mesmo que eu morasse com meus avós. Eu passei seis anos em Santa Catarina (dos 6 aos 12) e isso dificultou que eu visse meus pais direto, porque eles não iam pra lá, e eu só podia vê-los nas férias. Mas sem drama, meus avós sempre fizeram muito bem o papel de me criar e educar, então tudo certo.
P: Você chegou a fazer curso de música e canto?
R: Fiz um pouco de aula de canto, mas isso foi após o sucesso de “Trem-Bala”.
P: Sua música se propagou rápido e já foi cantada por Luan Santana, padre Fábio de Mello, pela Gisele Bündchen. Virou tema de “Malhação”. Como está sendo essa repercussão para você?
R: Cara, não tem muito o que dizer, considero como presentes gigantes! São pessoas maravilhosas e oportunidades maravilhosas.
P: Por falar em carreira, como isso está se desenhando? Já tem algum contrato? E previsão de disco?
R: Está caminhando graças a Deus! Estamos firmes com a Som Livre e vem coisa nova por aí!
Serviço:
Show Ana Vilela. Quando: Hoje, às 18h. Onde: Parque Shopping (Augusto Montenegro 4300). Quanto: Gratuito.
(Dominik Giusti/Diário do Pará)
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