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Dupla se reencontra para imitação e música

Desde que se conheceram, Cláudio Rendeiro e Adilson Alcântara juram que foi “amor à primeira vista”. Ou, no caso deles, “humor à primeira (es)piada”. Com esse trocadilho, nomearam o show que apresentam juntos nesta quarta e quinta-feira, às 20h, no Teatro

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Desde que se conheceram, Cláudio Rendeiro e Adilson Alcântara juram que foi “amor à primeira vista”. Ou, no caso deles, “humor à primeira (es)piada”. Com esse trocadilho, nomearam o show que apresentam juntos nesta quarta e quinta-feira, às 20h, no Teatro Waldemar Henrique. Indo além do stand up comedy, um relata casos do interior, faz paródias, conta piadas. O outro faz imitações para lá de bem humoradas de diversos cantores paraenses, além de contar impagáveis histórias dos bastidores da cena artística e das noitadas em bares de Belém.

“Essa temporada é a pedido mesmo”, conta Adilson. Depois de se conhecerem ano passado, eles logo se reuniram para uma primeira apresentação juntos, no Teatro Margarida Schivasappa, com sucesso de público e muitas cobranças de uma nova edição. “Estamos ensaiando coisas novas, então vai ser um pouco diferente do último”, completa. Adilson Alcântara é músico, cantor, compositor e humorista. Há anos fazendo show em casas noturnas, teatros e eventos, ele faz uma mistura de humor e música, trazendo imitações artistas conhecidos da cena paraense, como o bregueiro Edilson Moreno. “Brinco com vozes, conto histórias dos bares, do público, falo de pedidos, encontros e desencontros”, diz ele.

Já seu novo parceiro de palco, o juiz Cláudio Rendeiro costuma ser conhecido do público através do personagem Epaminondas Gustavo, criado por ele há três anos, inspirado em familiares e amigos com forte ligação com o interior do Pará, em especial a cidade de São Caetano de Odivelas. O ribeirinho é a base para trazer ao público vários causos e piadas inspiradas no cotidiano dos paraenses. “Nessa crise toda, a gente faz um humor bem leve, faz homenagem para essa população ribeirinha. É um show onde a gente acha graça de nós mesmos. Eu digo que o nosso show é o encontro da gurijuba com o carangueijo, ele (Adilson) é de Vigia, e eu de São Caetano de Odivelas”, brinca Cláudio.

O formato do show é muito próximo de um stand up, mas ainda mais solto. “Ele (Adilson) é um grande humorista e músico, com grande experiência de palco. Eu faço algo um pouco stand up, com essa pegada de contar histórias, situações do cotidiano, sempre acrescentando novidades, e mesmo coisas antigas que voltam renovadas”, considera Cláudio. Parte da renda do show será doada ao projeto “Música no Quintal”, realizado no bairro da Condor e que atende a crianças carentes.

(Lais Azevedo/Diário do Pará)

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