plus
plus

Edição do dia

Leia a edição completa grátis
Edição do Dia
Previsão do Tempo 25°
cotação atual R$


home

_
_

"Látex" une trabalho de seis artistas

Obra de Geraldo Teixeira (Foto: Divulgação)  Obra de Jorge Eiró (Foto: Divulgação)  Obra de Nio Dias (Foto: Divulgação)  “Se for possível, para o observador, narrar essa cidade, a sua função principal será a de polir as pedras das ruínas e colecioná-la

twitter Google News

Obra de Geraldo Teixeira (Foto: Divulgação)

Obra de Jorge Eiró (Foto: Divulgação)

Obra de Nio Dias (Foto: Divulgação)

“Se for possível, para o observador, narrar essa cidade, a sua função principal será a de polir as pedras das ruínas e colecioná-las: poli-las até mineralizá-las, para que reflitam o havido com certo resplendor, e colecioná-los para que os fragmentos sejam salvos”. O trecho do livro “A Cidade Sebastiana - Era da Borracha, memória e melancolia numa capital da periferia da modernidade”, do sociólogo Fábio Castro, foi a inspiração para que o artista Jorge Eiró pensasse na instalação com a qual ele participa da exposição “Látex”, que o Banco da Amazônia abre hoje, em comemoração aos seus 75 anos de fundação, e da qual também participam os artistas Emanuel Franco, Geraldo Teixeira, Maniraldo Santos, Nio Dias e Ruma de Albuquerque.

Com curadoria de Heldilene Reale, o recorte temático da mostra é o desenvolvimento da região a partir do ciclo econômico da exploração da borracha e os impactos que isso trouxe para a nossa cultura.
Eiró, que também é arquiteto e professor da Universidade Federal do Pará (UFPA) comenta que a memória sobre a cidade e os vestígios da Era da Borracha o fizeram aliar o texto às peças encontradas no Laboratório de Conservação e Restauro, retiradas de grandes construções erguidas no auge da comercialização do látex. “É um trabalho em torno da memória e saudosismo desse tempo sebastiano. Peguei algumas peças que estão catalogadas de diversas casas e palacetes para representar essa cidade sebastiana. Elas estarão expostas ao lado do texto, para ter esse sentido museológico, de preservação dessas ruínas”, diz o artista.

“Quando fui convidado, imediatamente me veio à tona o texto. Peguei emprestado esses cacos e fragmentos para corporificar. Não queria falar da época de luxo, mas da decadência, com esses vestígios do que sobrou. Tem uma certa poética nisso tudo também. A decadência e o glamour”, completa Eiró.

Já Emanuel Franco, que tem vasta obra confeccionada a partir da busca de elementos rústicos aliados ao imaginário da cultura popular amazônica, se inspirou nos macacos-prego para moldar câmaras de pneu de bicicleta com o formato do bicho. Tudo surgiu quando ele observou enxergou na parte em que se enche o pneu algo análogo ao órgão sexual do macaco.

“São 70 objetos em pequenos formatos, com a forma do macaco. São inéditos e me remetem aos macacos que via na infância, no Bosque”, diz Emanuel, que também expõe a obra “Flor Látex”. “É uma grande forma feita com aqueles refugos de pneus encontrados nas rodovias, que moldei a partir dos objetos da região de Monte Alegre, no oeste do estado, como algumas cobrinhas. É o látex para a cultura popular”, diz.

Geraldo Teixeira participará da mostra com quatro obras bidimensionais, e uma tridimensional, inspiradas nos desenhos florais das edificações do período áureo da borracha na Amazônia, enquanto Nio Dias mostra a instalação visual “Sangria”, propondo uma reflexão sobre uma época de prosperidade em contraponto às condições de trabalho forçado em que viviam os seringueiros.

“Látex” traz ainda pinturas e objetos de Ruma de Albuquerque inspirados nas volutas (elementos decorativos de arquitetura) do pano de boca do Theatro da Paz, construído durante o primeiro ciclo da borracha.

A noite marca ainda o Memorial do Banco da Amazônia, que vai reunir documentos, objetos e fotos que retratam a história da instituição, desde sua origem.

(Diário do Pará)

VEM SEGUIR OS CANAIS DO DOL!

Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.

Quer receber mais notícias como essa?

Cadastre seu email e comece o dia com as notícias selecionadas pelo nosso editor

Conteúdo Relacionado

0 Comentário(s)

plus

    Mais em _

    Leia mais notícias de _. Clique aqui!