Em casa, Aline Acioli queria fazer tapiocas, mas não tinha uma frigideira grande para fazer do tamanho médio, aquele formato padrão que se encontra em Belém a cada esquina e é famoso no café da manhã e no lanche da tarde. Ela passou, então, a fazer as tapioquinhas com a panela que tinha em casa e o formato saía bem pequeno. Da experiência com a família, há dois anos ela começou a apostar que o novo formato poderia atrair quem gosta de consumir o quitute, mas tem vontade de experimentar mais sabores.
E assim surgiu a Davi Tapiocaria, um food-truck localizado na avenida Senador Lemos, quase de esquina com a Doca, na capital paraense. Lá ela chegou a ter um cardápio com mais de 80 sabores, entre doces e salgados, desde os regionais, como camarão com jambú, até os especiais como linguiça toscana defumada - vendidos a preços baixos, a partir de R$ 1. Como a demanda é muito grande nos horários em que ela abre o negócio, das 6h30 às 9h30/10h e das 15h30 às 19h, ela precisou adaptar o cardápio e hoje trabalha com as mini tapiocas exclusivamente em eventos. Mas admite que quem for ao local e pedir, ela não nega.
“Vimos que com o formato menor, era possível o cliente provar vários sabores. Então, com dez reais a pessoa comia cinco, seis sabores. Mas com o tempo, vimos que pela quantidade de pessoas pedindo, não tínhamos como atender a todos e voltamos no food-truck ao formato tradicional. Mas foi bom para começar e expandir o negócio: hoje também estamos em casas de crossfit e em eventos, substituindo o tradicional buffet de salgadinhos. Temos tido um bom retorno do público. O começo foi de muita surpresa, as pessoas surgiam perguntando. O mini chamou muita atenção”, comenta a dona Aline Acioli.

Tapioca de brigadeiro (Foto: Ricardo Amanajás)

Com queijo, presunto e ovo (Foto: Ricardo Amanajás)
Carne de sol com queijo (Foto: Ricardo Amanajás)
Tanto que o cliente Humberto Peixoto foi quem investiu na ideia de food-truck. Ele tinha um desses, mas de venda de coxinha e salgadinhos. Aline conta que por ele ter uma alimentação saudável, acabava não se identificando muito com o projeto. Foi então que teve uma conversa com a empreendedora e deu a ideia. Mas ela garante que ele continua um cliente assíduo e cobaia das criações gastronômicas com o ingrediente da mandioca. Antes, Aline tinha uma cozinha industrial e a mudança de ramo não foi tão impactante. Agora ela também comercializa a própria goma, que é 100% natural, a pedido dos clientes.
Uma das mais pedidas é a tapioca de brigadeiro que tem à própria massa adicionado o chocolate, e o de bacon com frango - especialmente nas academias. “Aqui em Belém sempre vai ter público para isso. E vem dando certo há dois anos. O cliente é quem escolhe o que colocar na tapioca. Já teve gente que pediu cinco sabores que nem fechou. A gente também faz a aveioca, que é a goma com aveia e ovo, e fica como uma panqueca, e a crepioca, que tem o formato de crepe e temos feitos sucos com wey também, sempre pensando na expansão das possibilidades de trabalhar com a tapioca”, diz Aline.
O cardápio tem, por exemplo, batida de whey com pitaya e cuscuz com ovo e bacon e a novidade é a coxinha low carb, sem massa e assada. O objetivo é conquistar quem deseja ter uma alimentação mais saudável, depois do sucesso do empreendimento em academias de crossfit. “Um sucesso para quem faz dieta”, afirma. Mas quem quiser somente uma tapioquinha de manteiga, também tem!
ONDE ENCONTRAR
DAVI TAPIOCARIA
Senador Lemos quase esquina com a Doca
Crossfit Bel01 - Diogo Moia, 1360, entre Alcindo Cacela e 9 de janeiro
Informações: 98306-890
(Dominik Giusti/Diário do Pará)
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