Os californianos do Red Hot Chili Peppers encerram o Rock in Rio 2017 (o show está previsto para 0h25m, logo após o Thirty Seconds to Mars). A usina sonora que Kiedis, Flea (baixo) e Chad Smith (bateria) fazem funcionar desde 1988 é das que costumam valer qualquer ingresso.
O Rio viu alguns grandes momentos dos Chili Peppers desde sua primeira aparição num Hollywood Rock de 1993, com o guitarrista substituto Arik Marshall no lugar de um John Frusciante em época de muita doideira. No Rock in Rio, a banda fez um raro show meia-bomba em 2001 (com Frusciante de volta), mas se redimiu em 2011, já com o atual titular das seis cordas, Josh Klinghoffer. Do quarteto (mais músicos de apoio) deve-se esperar agora o de sempre: funk-rock muscular, concentrado no groove, mas com refrãos “convoca-multidão” e desvios por baladas — porque ninguém é de ferro.
“Can’t stop” (do álbum “By the way”, de 2002) tem sido a pedrada de abertura dos shows da banda — lapidar combinação de guitarra percussiva, baixo diabolicamente funkeado e os vocais melódicos, algo meio James Brown, meio Beach Boys. Ela é a matriz para a melhor faixa de “The getaway”, “Go robot”, que bate ponto nas apresentações com seu embalo mais para a disco. Hits como “Dani California”, “Scar tissue”, “Californication” e “By the way”, da produção pós-1999, têm respondido por boa parte do repertório atual — afinal, o público da banda se renovou justamente graças à circulação que essas canções mais recentes tiveram na mídia.
(DOL)
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