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Café Filosófico debate arte, patrulha e censura

Recentemente, a polêmica em torno da exposição Queermuseu — Cartografias da Diferença na Arte Brasileira, do Santander Cultural, acendeu um debate sobre arte e censura. Em resposta a protestos de entidades e pessoas que acusavam algumas obras da mostra de

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Recentemente, a polêmica em torno da exposição Queermuseu — Cartografias da Diferença na Arte Brasileira, do Santander Cultural, acendeu um debate sobre arte e censura. Em resposta a protestos de entidades e pessoas que acusavam algumas obras da mostra de ofenderem símbolos católicos e fazerem apologia à “pedofilia” e a “zoofilia”, o Santander Cultural anunciou que encerraria prematuramente a exposição.

Ao longo da história da arte, obras foram alteradas, silenciadas e até mesmo apagadas devido ao "conteúdo inaceitável" das peças, sendo por questões religiosas, sociais ou políticas.

Uma conversa sobre os caminhos que entrelaçam arte e censura na trajetória das relações humanas é o convite do Café Filosófico deste mês, na Casa do Fauno. O evento ocorre nesta quarta (27) e traz como convidado especial o professor e doutor em filosofia Ernani Chaves, que instiga o público a pensar sobre os tempos de repressão e patrulhamento com o debate “Arte Degenerada, Arte Censurada”.

“Vou falar um pouco da política cultural do Brasil, da diferença entre um museu e um centro cultural de um banco, de uma certa perversidade que cerca as formas de financiamento da cultura no Brasil. Mas, o mais importante, é pensar um pouco na onda reacionária que assola esse país, pois imediatamente após a atitude do Santander, outra exposição em Campo Grande sofreu uma intervenção judicial, uma peça foi censurada em Jundiaí e um juiz federal pronunciou-se a favor da possibilidade de terapias de ‘reversão sexual’. Esse conjunto nos leva a pensar seriamente sobre a situação em que vivemos”, adianta o professor.

Doutor em Filosofia pela Universidade de São Paulo (1993), Ernani é Professor Titular da Faculdade de Filosofia da Universidade Federal do Pará, tem experiência no estudo de Michel Foucault e no âmbito da Filosofia da Psicanálise. Ele orienta trabalhos relativos à estética, ética e filosofia política nos pensamentos de Nietzsche, Freud, Walter Benjamin, Adorno e Foucault.

A programação tem entrada franca e as vagas são limitadas, com confirmação de presença pelo número 99808-2322.

Serviço: Café Filosófico “Arte Degenerada, Arte Censurada”. Nesta quarta (27), às 17h, na Casa do Fauno (Rua Aristides Lobo, 1061, entre Benjamin Constant e Rui Barbosa). Informações: 99808-2322

(Com informações de divulgação)

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