
A capa do livro de Obdias, primeiro de uma trilogia escrita durante tratamento de câncer, e que ele escolheu lançar no local onde recebia a medicação. (Foto: Divulgação)
“Um canto de amor”. Assim o poeta Obdias Araújo define seu terceiro livro, “Versículos de Salomão”, que será lançado hoje, em ambiente nada tradicional - a unidade Doca da Oncológica do Brasil. A escolha se deu porque ali o amazonense teve uma segunda casa durante dois anos do tratamento de um câncer, e dos dias difíceis, fez poesia. E não é difícil encontrar nos poemas a presença de uma musa inspiradora, a companheira Telma Salomão, que conheceu enquanto passava pelo tratamento e escrevia um total de seis livros.
O autor adianta que “Versículos de Salomão” é o primeiro de uma trilogia que trará “Alnazar Fi Alnujum (Para Ler Olhando as Estrelas)”, com prefácio do Reverendo Oton Miranda de Alencar; e “Amar se Escreve Amando”. O lançamento dos dois livros restantes estão previstos para o primeiro e segundo semestre de 2018, respectivamente.
Nas palavras do escritor Paulo Tarso Barros, que assina a orelha do livro, os poemas de Obdias são curtos e de uma linguagem direta e contemporânea. “Por vezes irônica, conduzem o leitor para o imaginário de um poeta integrado ao seu tempo, que fala de amor, de saudade, de farras. Cultiva o humor, trazendo da vida quotidiana os elementos que constroem o seu tecido poético com cores, sons e ritmos”, diz. “Com perspicácia, é capaz de filtrar para a literatura tudo aquilo que pode ser aproveitado na poética”, escreve Paulo de Tarso Barros.
Coisa do destino, o primeiro livro publicado pelo poeta foi “Apologia”, em 1984, seguido de “Praça Pinga Poesia & Mágoa - Diário Íntimo de um Vagabundo Lírico”, este lançado em 26 de outubro de 1987, há exatos 30 anos. Este com certeza é um bom sinal para este jejum finalmente quebrado e que ainda promete muitos lançamentos. Aos 60 anos, Obdias tem na gaveta “Baú de Bugigangas”, com capa de Ronaldo Rony e prefácio de Osmar Júnior; “Poesia”, com prefácio de Lulih Rojanski; e “áriA centenáriA”, uma antologia com capa de Floriano Lima e prefácio de Antônio Juraci Siqueira.
(Lais Azevedo/Diário do Pará)
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