plus
plus

Edição do dia

Leia a edição completa grátis
Edição do Dia
Previsão do Tempo 31°
cotação atual R$


home

_
_

Coleção 'Fordlândia' pode ser vista até hoje na Casa das Artes

Coleção “Fordlândia” foi criada pelo estilista Marco Normando (Foto: Emídio Contente/Divulgação) Foi depois de experimentações e expedições ao distrito de Fordlândia, no oeste do Pará, além de visitação aos extrativistas de látex, em Santarém, e muita ga

twitter Google News

Coleção “Fordlândia” foi criada pelo estilista Marco Normando (Foto: Emídio Contente/Divulgação)

Foi depois de experimentações e expedições ao distrito de Fordlândia, no oeste do Pará, além de visitação aos extrativistas de látex, em Santarém, e muita garimpagem de tecidos, materiais e histórias das décadas de 1920 a 1940, que o jovem estilista Marco Normando chegou à coleção “Fordlândia”. O projeto, premiado pela Fundação Cultural do Pará e que teve peças em editoriais das revistas “Marie Claire” e “Scape Mag”, está em seu último dia de exposição na Casa das Artes, das 8h às 18h, com entrada franca.

O estilista conta que sempre gostou de trabalhar com materiais e uma estética que fugissem ao padrão de beleza. “E tem muito a ver com Fordlândia, um projeto de cidade que saiu do esperado”, considera. Erguida no final dos anos 1920 pelo empresário americano Henry Ford, a intenção era usá-la para abastecimento de látex, necessário para a confecção de pneus para seus automóveis. Mas as seringueiras não vingaram, foram afetadas por pragas. E ficou a história de uma cidade quase fantasma, abandonada.

Se do sonho de Henry Ford na Amazônia restaram apenas estruturas abandonadas, as peças de Marco utilizam resquícios ou produtos inativos e rejeitados para dar identidade à coleção, aliados a matérias orgânicas como o látex, protagonista desta história.

O estilista também foi em busca de tecidos utilizados entre os anos 1920 e 1940. “Fiz grande pesquisa em brechó para conseguir roupas da época, tem coisas de acervo pessoal, através da avó de amigas, como colcha de cama, de enxoval de núpcias de 1940”, conta Marco.

O resultado são peças de alta costura, carregadas de uma beleza única, que reforçam o discurso de sustentabilidade e a necessidade de discutir a cadeia produtiva do design e da moda, que Marco tanto queria trazer através do trabalho. Já pensando em desdobramentos, ele segue com o projeto. “Sou imensamente grato a todos que apoiaram e me ajudaram para que esse projeto acontecesse”, agradece o estilista paraense, que mora em São Paulo e tem se destacado com uma trajetória de projetos autorais e trabalhos junto à equipe de estilo de Alexandre Herchcovitch.

(Lais Azevedo/Diário do Pará)

VEM SEGUIR OS CANAIS DO DOL!

Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.

Quer receber mais notícias como essa?

Cadastre seu email e comece o dia com as notícias selecionadas pelo nosso editor

Conteúdo Relacionado

0 Comentário(s)

plus

    Mais em _

    Leia mais notícias de _. Clique aqui!