Elas já são destaque após passar por uma seleção entre mais de 300 inscritos. Agora, cada uma das 12 canções finalistas do 9º Festival de Música Popular Paraense é ensaiada em busca da perfeição para disputar o grande prêmio. O evento está marcado a próxima quinta-feira, 30, a partir das 20h, na Assembleia Paraense, com transmissão ao vivo pela RBATV e portal Dol – Diário Online. A expectativa é de que três mil pessoas acompanhem as apresentações no clube, durante a grande noite de premiação. Para participar da festa, basta retirar o ingresso, gratuito, em uma das lojas TEM! Classificados ou na recepção da RBA, na Avenida Almirante Barroso.
Serão definidas pelo júri as três primeiras colocações no festival, e ainda o melhor arranjo e melhor intérprete. “Os preparativos para as apresentações no placo da Assembleia já começaram e os músicos gravam esta semana o ‘making of’ do festival, onde falam de suas composições e carreiras”, adianta Marco Antônio, da produtora Marco Eventos, responsável pela organização do festival.
Realizado pelo grupo RBA com o patrocínio da Vale desde sua primeira edição, o festival é conhecido tanto pelo incentivo à música autoral do Estado quanto pela qualidade da infraestrutura de palco, som e iluminação que oferece aos músicos. O evento também tornou-se tradição para o público. A empresária Elisete Moura, 42, conta que começou a frequentar o festival quando ganhou dois convites. Desde então, foram cinco edições em que se divertiu principalmente ao som do samba e do carimbó. “Eu acho interessante porque a gente acaba conhecendo artistas daqui que cantam muito bem, que têm músicas maravilhosas, divertidíssimas. É uma festa mesmo”, comenta.
Por isso, o gerente de marketing da RBA, Hamilton Pinheiro, reforça para quem deseja ir ao festival que é bom se antecipar. “A exemplo dos anos anteriores, a casa ficou lotada, então é bom garantir logo seu ingresso”.
MUITOS RITMOS
Entre os finalistas desta nona edição do Festival, estão diferentes ritmos musicais, refletindo muito bem a cena musical do Pará, que vai do carimbó ao chorinho. O produtor Marco Antônio afirma que essa também é uma forma de perceber a identidade da nossa região, formada a partir de muitas culturas reunidas. “A miscigenação que existe em todo o Estado, com um pouco do índio, dos europeus, da música caribenha, sempre fez da nossa cena musical algo muito eclético e acho que isso é bem mostrado no festival”, diz ele.
Este ano, a escolha do júri levou, inclusive, a arranjos com o encontro de mais de um ritmo. Concorrem no festival a balada “Contemplação”, de Álvaro Fabrício; o baião-canção “Vale o Quanto Pensa”, de Dudu Neves e Marco Antônio Franco; o “Chorinho para a Garotada”, de Jacinto Kahwage; o batuque “Belém Mangando de Mim”, de Antônio Firmo e Flávia Barra; o afoxé “Aperreio de Saudade”, de Stéffany Laura; a afro “Capoeira do Mar”, de Márcio Montoril; o pop regional “Ver-o-Rio”, de Ronys do Vale; o carimbó “Eu Sou do Norte”, de Marcello Mariano e José Luiz; o samba-choro “Choramingosa”, de Alfredo de Moraes; o marabaixo “Proteção”, de Marcelo Fernandes; a marcha-rancho “O Bardo”, de Almino Henrique; e o galope amazônico “Paragens do Meu Canto”, de Alfredo Reis.
(Lais Azevedo/Diário do Pará)
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