Para encerrar as comemorações dos 20 anos de criação da Orquestra Sinfônica do Theatro da Paz (OSTP), o grupo apresenta hoje, às 20h, concerto especial com a obra “Ressurreição”, sinfonia nº 2 em Dó menor, de Gustav Mahler (1860-1911), com regência do maestro titular Miguel Campos Neto e participação da soprano paraense Kézia Andrade e da mezzo-soprano paulistana Ana Lúcia Benedetti. Será um espetáculo com cerca de 170 pessoas no palco, entre músicos e coralistas preparados pelo maestro Vanildo Monteiro. A entrada é gratuita e os ingressos podem ser retirados no site www.ticketfacil.com.br (com taxa de conveniência de R$ 2).
A imponência dos números é proporcional à obra, que apresenta um tema existencial. “O que tem que se frisar é que não é só quantitativo e a importância do momento, é também algo novo em termos de técnica e de interpretação musical. Em poucos momentos da história dessa orquestra ela foi tão desafiada a ponto de tocar uma obra de dificuldade desse tamanho, que requer de nós uma maturidade musical também”, diz o maestro Miguel Campos Neto, enfatizando que a obra é inédita na história da orquestra. “Isso nos traz o prazer e a excitação da descoberta, da novidade, é a revelação. Isso se dá com todas as grandes obras. É a primeira vez que eu estou regendo (essa peça) e também é a primeira vez que quase 100% dos músicos estão tocando. Um dos poucos que já tocou essa sinfonia é o nosso spalla, Carlos Ribeiro, que veio de São Paulo e entrou na OSTP este ano, via seleção”, explica o regente, sobre o espetáculo , realizado pela Secretaria de Estado de Cultura (Secult) e Academia Paraense de Música.
O maestro Miguel Campos Neto comenta também que só é possível apresentar uma obra de Mahler como essa, importantíssima na história da música erudita por sua complexidade técnica e temática, por conta de sucessivas obras também complexas que foram sendo incorporadas ao repertório da sinfônica, como a ópera “Salomé”, de Richard Strauss - em 2012, a OSTP recebeu elogios da crítica especializada. “Nas sinfonias de Mahler, assim como em sinfonias como a nona de Beethoveen, a logística é difícil, e por isso você ouve essas sinfonias com menos frequência, por causa do número de músicos (necessários para tocá-las) que leva, às vezes com um coro junto. Estamos muito felizes com o encerramento dessa temporada”, avalia Campos Neto, que conduz a Sinfônica desde 2011.
REFERÊNCIA
A Orquestra Sinfônica do Theatro da Paz (OSTP) surgiu de maneira improvisada, criada às pressas para cumprir uma demanda de apresentações referente ao centenário do compositor brasileiro Carlos Gomes, com a convocação de diversos músicos da capital paraense, para a execução da “Missa Nossa Senhora da Conceição”, na Catedral de Belém.
Nesses 20 anos, se consolidou e mantém concertos mensais no Theatro da Paz, com programas didáticos, de formação de plateia e projetos de interiorização, e tem dois CDs e dois DVDs gravados ao vivo.
Clássicos
20 anos da Orquestra Sinfônica do Theatro da Paz – Encerramento das comemorações
Concerto com apresentação da obra “Ressurreição” - Sinfonia nº. 2 em Dó menor, de Gustav Mahler (1860-1911), com Coro Lírico do Festival de Ópera do Theatro da Paz
Regência: Miguel Campos Neto
Preparador coro: Vanildo Monteiro
Solistas: Kézia Andrade (soprano) e Ana Lucia Benedetti (mezzo-soprano)
Legendas: Gilda Maia
Quando: Hoje, às 20h
Onde: Theatro da Paz (Praça da República)
Quanto: Entrada franca, com retirada de ingressos pelo site www.ticketfacil.com.br (com taxa de conveniência de R$ 2 por ingresso)
(Dominik Giusti/Diário do Pará)
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