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Usuários do BRT sofrem com estações danificadas e sem organização

Vinda de uma consulta médica no centro de Belém a partir de um dos ônibus da linha troncal que transitam pelo corredor do BRT, a dona de casa Maria Siqueira Brito, 64 anos, não tinha ideia do que fazer para conseguir adentrar em um ônibus que a levasse at

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Imagem ilustrativa da notícia Usuários do BRT sofrem com estações danificadas e sem organização camera No Terminal Maracacuera, por exemplo, usuários têm dificuldades para embarcar nos ônibus comuns por causa da falta de organização, em outras estações há vidraças quebradas. No meio disso tudo, muitas reclamações | Ricardo Amanajás/Diário do Pará

Vinda de uma consulta médica no centro de Belém a partir de um dos ônibus da linha troncal que transitam pelo corredor do BRT, a dona de casa Maria Siqueira Brito, 64 anos, não tinha ideia do que fazer para conseguir adentrar em um ônibus que a levasse até o bairro do Paracuri I, onde mora. Ao descer no Terminal Maracacuera, em Icoaraci, a desorganização era tanta que restou à idosa gritar por entre a multidão que se aglomerava em meio ao corredor expresso do BRT, já na parte de fora do terminal: “Paracuri I... Como é que eu vou para o Paracuri?!”.

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Planejado para garantir a integração de linhas vindas do interior dos bairros com as linhas que fazem o trajeto do BRT até o centro de Belém, o Terminal Maracacuera é um dos três instalados na avenida Augusto Montenegro: que também conta com os terminais Tapanã e Mangueirão. Além deles, 11 estações construídas no centro da via alimentam o sistema BRT. Apesar de já se encontrarem em funcionamento, para quem precisa utilizar o serviço não faltam reclamações com relação à organização dos espaços que, apesar do calor característico de Belém, não dispõem de ar condicionado.

Maria Siqueira Brito
📷 Maria Siqueira Brito |Ricardo Amanajás/Diário do Pará

No dia em que Maria se viu perdida diante do Terminal Maracacuera, aquela foi a primeira vez em que a dona de casa resolveu utilizar o sistema de transporte que, segundo a Prefeitura Municipal de Belém (PMB), já está concluído.

Diferente do proposto ainda no início do projeto, as linhas troncais e do BRT que seguem pela canaleta expressa, vindas de Belém, deixam os passageiros no interior do terminal. Porém, para que as pessoas consigam adentrar os ônibus comuns que seguem para o interior dos bairros, é preciso sair do abrigo e esperar no meio do canteiro central da avenida, em meio à chuva ou sol.

Como resultado, uma multidão se forma no entorno dos ônibus que ficam parados em cima da faixa de pedestre, obrigando as pessoas a contornarem os veículos, passando por cima da faixa expressa do BRT. “Falta informação. Está tudo muito confuso”, considerava a estudante Ayla Assunção, 20, que acompanhava Maria. “Também estou confusa. Teve uma senhora no ônibus que veio perguntando para a gente como era a parada porque ela também não sabia”.

Ayla Assunção
📷 Ayla Assunção |Ricardo Amanajás/Diário do Pará

Habituado a fazer o trajeto Outeiro – Belém – Outeiro, o aposentado Oswaldo Carneiro, 76, sabia que seria necessário esperar no canteiro central do BRT para conseguir subir em um ônibus comum que o levasse para casa. Ainda assim, o pouco de informação que detinha sobre o funcionamento do sistema não diminuía a sua indignação pela forma atual de organização do BRT.

ESPERA

“Esse negócio só melhorou para Belém, porque a viagem está mais rápida, mas não adianta nada porque quando a gente chega aqui (no Terminal Mangueirão) tem que ficar esperando aqui fora para pegar o ônibus para ir para Outeiro”, reclamava. “Já estou esperando aqui tem 30 minutos para sair o ônibus comum. Se chover a gente pega chuva e quando não é chuva, é sol”.

Estação danificada
📷 Estação danificada |Ricardo Amanajás/Diário do Pará
No Terminal Mangueirão, escada rolante estava interditada por cone
📷 No Terminal Mangueirão, escada rolante estava interditada por cone |Mauro Ângelo

Com a maior estrutura, o Terminal Mangueirão segue com movimentação muito menor do que o Maracacuera. No início da manhã do último dia 3, enquanto o acúmulo de passageiros causava tumulto no Terminal Maracacuera, o do Mangueirão seguia com poucos passageiros.

Neste segundo, para que tenham acesso às plataformas de embarque e desembarque, os passageiros precisam descer um grande lance de escadas, transitar pelo espaço subterrâneo e subir novamente até as áreas de parada dos ônibus. Para facilitar a locomoção, escadas rolantes foram instaladas no local, porém, no último dia 3, as mesmas estavam interditadas por cones.

Usuários do BRT sofrem com estações danificadas e sem organização
📷 |Diário do Pará

Vidraças quebradas e problemas no telhado

Problemas na estrutura física também podem ser observados nas estações espalhadas ao longo das avenidas Augusto Montenegro e Almirante Barroso. Apesar de estarem em funcionamento há pouco tempo, é possível verificar a ocorrência de vidraças quebradas nas estações Grêmio Literário e Parque Shopping, na Augusto Montenegro, e nas estações Tavares Bastos e Tuna Luso Brasileira, na Almirante Barroso. Em nota, a Prefeitura Municipal de Belém afirmou que “sobre as vidraças danificadas, novas já foram encomendadas e embreve serão substituídas”.

Na Estação Tavares Bastos, o telhado também está danificado e na Estação Império Amazônico é a plataforma de embarque. Ao longo do percurso do BRT, cinco paradas do sistema ainda não estão em funcionamento: a Estação São Brás, no sentido centro da cidade; duas paradas da Estação Bosque e duas paradas da Estação Tavares Bastos. Ainda segundo nota da Prefeitura, “essas estações serão abertas para o serviço do BRT Metropolitano ou caso seja constatado o aumento na demanda atual de passageiros”.

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