Estudantes e educadores da comunidade indígena Tokurukri, situada na Terra Indígena Mãe Maria — no quilômetro 15 da BR-222 —, estão integrando recursos de inteligência artificial (IA) como ferramenta estratégica de preservação ambiental e defesa do seu território. A iniciativa mobiliza cerca de 80 alunos da educação infantil ao ensino médio e é apresentada durante a 5ª Feira de Ciências, Cultura e Meio Ambiente, realizada no acampamento da aldeia.
De acordo com o professor Isaque Santos, que ministra aulas na comunidade, a tecnologia permite mapear e monitorar com maior precisão os 65 mil hectares do território indígena.
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O uso dos algoritmos auxilia na identificação preventiva de ameaças recorrentes na região, como invasões e incêndios florestais. No último ano, as queimadas intensas que atingiram a área durante 15 dias afastaram o besouro polinizador da castanha-do-pará, gerando queda drástica na safra e afetando a subsistência local.
A incorporação das novas tecnologias representa uma evolução nos instrumentos de luta e de reafirmação cultural das novas gerações indígenas. Aberta ao público e a instituições de ensino, a programação da feira demonstra na prática como soluções tecnológicas inovadoras podem ser aplicadas para proteger a fauna e a flora do último santuário ecológico preservado da região.
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