A Polícia Civil do Pará deflagrou, na manhã desta terça-feira (19), a operação “Child Protection”. A ação teve como objetivo o cumprimento de quatro mandados de prisão temporária e 18 de busca e apreensão domiciliar contra suspeitos de associação criminosa, estupro de vulnerável e favorecimento à prostituição de menores.
Durante as diligências, que ocorreram nos municípios de Marabá e Bom Jesus do Tocantins no sudeste paraense, uma quinta pessoa acabou presa em flagrante por posse irregular de arma de fogo.
A ofensiva foi mobilizada por policiais da Superintendência Regional do Sudeste do Pará, da Delegacia de Bom Jesus do Tocantins e da Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (Core).
Veja também:
- Policial de folga reage a tentativa de assalto na orla de Marabá
- Perseguição policial termina com suspeito e viatura dentro de vala
- Pistoleiros em moto executam jovem de 22 anos em cidade do PA
Além das prisões temporárias, os agentes autuaram em flagrante três dos quatro alvos principais, que também guardavam armamento ilegal em suas residências e agora responderão por múltiplos crimes.
No total, as equipes apreenderam 16 armas de fogo e mais de 500 munições de diversos calibres. Todo o material e os detidos foram encaminhados à delegacia para os procedimentos legais.
Investigação e proteção
As ordens judiciais foram expedidas pelo Juízo Criminal da Comarca de Marabá. Segundo a polícia, o planejamento da operação coincidiu com o Maio Laranja, período de conscientização nacional sobre o combate ao abuso e à exploração sexual de crianças e adolescentes.
O caso começou a ser desenhado após denúncias do Conselho Tutelar de Bom Jesus do Tocantins. "À medida que conversamos com as primeiras vítimas, foi possível identificar outras crianças e adolescentes", explicou o delegado Lucas Luz, diretor da unidade policial do município e responsável pelo inquérito.

Até o momento, as autoridades confirmaram o envolvimento de pelo menos 12 vítimas. "Todas passaram por escuta especializada e atendimento multidisciplinar, que são muito importantes para vítimas deste tipo de crime que deixa tantas marcas", ressaltou Luz. O acompanhamento psicossocial e especializado foi garantido pela rede de apoio do Estado.
A Polícia Civil reforça que qualquer denúncia de violência contra menores pode ser feita anonimamente pelo Disque-Denúncia (181) ou pelo WhatsApp (91) 3210-0181, com a assistente virtual "Iara", onde é permitido o envio de fotos, vídeos e localizações sem a necessidade de identificação do denunciante.
Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.
Comentar