A morte recente de um jovem de 26 anos na Região Metropolitana de Belém, vítima de Doença de Chagas após o consumo de açaí contaminado, colocou as autoridades sanitárias de todo o estado em alerta. Em Marabá, a Vigilância Sanitária reforçou nesta terça-feira (13) as orientações para batedores e consumidores, visando manter o controle sobre o processamento do fruto, que é a base da alimentação regional.
Na Amazônia, a ingestão de alimentos contaminados por fezes do inseto "barbeiro" é a principal via de transmissão da doença. A contaminação ocorre geralmente por falhas no manuseio durante a colheita ou transporte.
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O segredo da segurança: O Branqueamento
Para garantir que o açaí chegue à mesa livre do Trypanosoma cruzi (parasita causador da doença), o procedimento de branqueamento é obrigatório e indispensável.
Segundo Janiel Braga, coordenador da Vigilância Sanitária de Marabá, o processo é térmico e eficaz: "O fruto é mergulhado em água aquecida entre 80°C e 90°C por 10 segundos e, imediatamente, colocado em água à temperatura ambiente. Isso elimina as contaminações e garante a qualidade da polpa", explica.
Fiscalização e Rastreabilidade em Marabá
Atualmente, Marabá conta com cerca de 100 batedores de açaí cadastrados. No início de cada ano, o órgão realiza um recadastramento para garantir a rastreabilidade em caso de qualquer surto.
As exigências da Vigilância incluem:
• Higiene rigorosa do local de batida;
• Lavagem adequada das mãos e uso de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs);
• Manutenção do cadastro atualizado com endereço e contatos dos fornecedores.
Zero casos em cinco anos
Apesar do susto vindo da capital, os dados da Vigilância Epidemiológica trazem alívio para a população local: Marabá não registra casos de Doença de Chagas relacionados ao consumo de açaí há pelo menos cinco anos. No entanto, o coordenador Janiel Braga reforça que o consumidor é o principal fiscal. Ao notar irregularidades ou falta de higiene nos pontos de venda, o cidadão deve denunciar.
Como Denunciar:
Caso perceba estabelecimentos fora das normas, a população pode entrar em contato pelos canais oficiais:
• E-mail: divisa.sms@maraba.pa.gov.br
• WhatsApp de denúncias: (94) 98119-6432
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