Nesta sexta-feira (6), as ondas da Rádio Clube FM 100,7 foram palco de um debate essencial sobre o papel da mulher na linha de frente da segurança em Marabá. Sob o comando do comunicador Elvan do Vale, no programa Rota 100,7, convidadas de diferentes corporações compartilharam trajetórias de superação, o combate à violência doméstica e a quebra de barreiras em carreiras historicamente masculinas.
Vozes da Experiência e Combate à Violência
A primeira a usar o microfone foi a Delegada Simone Felinto, delegada que atua na 21ª Seccional de Polícia e que trouxe um alerta contundente sobre os índices de violência contra a mulher. "Toda a sociedade precisa ser conclamada para que possamos ter, efetivamente, uma redução desses índices", afirmou a delegada, ressaltando que o aumento dos casos no último ano exige uma postura firme de orientação e punição aos agressores.
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Simone também destacou a evolução do papel feminino, pontuando que a sensibilidade e o "traquejo" das mulheres agregam valor tanto em órgãos públicos quanto em empresas privadas.
Desafios nas Estradas e no Patrimônio
Representando a Polícia Rodoviária Federal (PRF), a policial Newara participou pela primeira vez do programa. Ela enfatizou que, em carreiras extremamente masculinas, as mulheres precisam buscar constante destaque e competência. Newara aproveitou para divulgar a "Operação Rosas de Aço", projeto da PRF que combate a importunação sexual em transportes coletivos durante o período do Dia da Mulher.

O debate seguiu com Francisca, da Segurança Patrimonial, que emocionou ao falar de sua jornada como mãe, avó e provedora solo após o divórcio. Com 87 mulheres no órgão, ela destacou a importância de identificar os primeiros sinais de violência: "A violência não começa de uma vez; começa com um empurrão, um grito ou um 'cala a boca' no namoro", alertou.
Sensibilidade e Firmeza no Dia a Dia
Claudmila, da Guarda Municipal (GMM), relembrou sua transição de caminhoneira para a segurança pública e o desafio de atuar na Patrulha Maria da Penha. Ela descreveu a dureza de acolher vítimas fragilizadas enquanto mantém a postura profissional. "Temos que nos manter fortes, mesmo por dentro totalmente quebradas, porque aquela mulher nos vê como uma válvula de escape", relatou.
Já a agente Medina, veterana com 16 anos de DMTU, falou sobre a complexidade de fiscalizar o trânsito urbano. Apesar dos abusos e desrespeitos frequentes de condutores, ela ressaltou o sentimento de gratidão: "Saímos de casa para servir a população e dar o nosso melhor todos os dias".
O encontro encerrou com uma mensagem de união e a celebração da independência feminina — seja ela financeira ou emocional — como ferramenta fundamental para romper o ciclo de violência e alcançar postos de comando na sociedade marabaense.
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