O encerramento do mês de março, marcado pelas celebrações do Dia Internacional da Mulher, trouxe uma voz de autoridade e experiência ao programa Rota 100,7. Nesta sexta-feira (27), o repórter Elvan do Vale recebeu a Major Luciana Silva, atual subcomandante do 4º Batalhão de Polícia Militar (BPM), sediado em Marabá. A entrevista na Rádio Clube FM 100,7 Mhz faz parte de uma série especial que, durante todas as sextas-feiras de março, destacou o papel feminino na segurança pública.
Com duas décadas de serviço dedicadas à corporação, a Major Luciana relembrou o início de sua jornada, em 2005, quando ingressou na PM como soldada. "Fiz o curso de formação de praças e, após dois anos e meio de atividade, decidi buscar a carreira de oficial", relatou a militar, que na época conciliava o trabalho com a faculdade de Matemática.
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Após ser aprovada na Academia de Polícia Coronel Fontoura e enfrentar três anos de intensa formação, ela retornou a Marabá como aspirante, galgando postos até chegar ao atual subcomando.
Desafios e Liderança
Reconhecida pela tropa por sua habilidade no trato interpessoal e disciplina, a Major destaca que o respeito na hierarquia militar é fortalecido pelo diálogo. Atualmente, ela aguarda a promoção ao posto de Tenente-Coronel, prevista para ocorrer ainda neste semestre.
Durante a conversa, a oficial enfatizou a evolução da presença feminina em cargos de decisão, citando exemplos locais em Marabá, como delegadas e agentes de segurança, que hoje ocupam espaços anteriormente restritos aos homens. "A mulher está chegando a lugares onde antes só havia homens, mas os desafios, especialmente no que tange à violência, ainda são enormes", pontuou.
Combate à Violência Doméstica
O tom da entrevista tornou-se mais grave ao abordar o aumento da agressividade contra as mulheres na região. A Major Luciana lamentou que, apesar da evolução social, os números de boletins de ocorrência por violência doméstica continuem "estarrecedores". Segundo ela, a violência psicológica e a tortura mental são tão prejudiciais quanto a agressão física, pois deixam marcas invisíveis na mente das vítimas.

"O homem que agride não é homem na íntegra; é um covarde que despeja sua agressividade em quem ele julga ter força física inferior", afirmou a Major. Ela reforçou que o policiamento ostensivo e preventivo tem trabalhado arduamente, mas que a conscientização e a denúncia são as armas mais eficazes para romper o ciclo de abusos.
Redes de Apoio e Denúncia
Ao finalizar a entrevista, a subcomandante deixou uma mensagem de encorajamento, orientando que a ajuda deve ser buscada ao menor sinal de abuso, como um aumento no tom de voz ou empurrões. Marabá dispõe de redes de proteção, incluindo abrigos públicos, assistência social e psicológica na Delegacia da Mulher.
ONDE BUSCAR AJUDA EM MARABÁ:
- Polícia Militar: 190 (Emergências)
- Central de Atendimento à Mulher: 180
- Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (DEAM): Av. Espírito Santo, 98 - Amapá, Marabá - PA
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