Uma equipe da 2ª Companhia Independente de Missões Especiais (Cime), da Polícia Militar, evitou que três animais silvestres da espécie tatu fossem abatidos e consumidos durante o fim de semana, na zona rural de Redenção, no sul do Pará.
De acordo com informações da guarnição, os policiais realizavam rondas de rotina quando identificaram rastros de motocicleta em uma área sem tráfego regular. Diante da situação suspeita, a equipe decidiu seguir os vestígios e acabou localizando uma armadilha improvisada, conhecida como arapuca, feita com arame.
No local, foram encontrados três tatus presos e escondidos dentro de sacolas plásticas, em meio à vegetação rasteira. A suspeita é de que os caçadores tenham percebido a aproximação da viatura e fugido, deixando os animais escondidos com a intenção de retornar posteriormente para buscá-los.
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Os policiais realizaram a soltura dos animais em seu habitat natural. No entanto, um deles apresentava ferimentos provocados pela armadilha e pode não ter resistido.
A Polícia Militar reforça que a caça de animais silvestres é crime ambiental, sujeito a penalidades como multa e detenção, além de causar sérios danos ao equilíbrio ecológico.
Alerta à saúde pública
Especialistas em saúde pública também chamam a atenção para os perigos do consumo da carne de tatu. Médicos alertam que o animal é um reservatório natural de diversos patógenos, sendo a hanseníase uma das doenças mais associadas ao seu consumo.
A infecção é causada pela bactéria Mycobacterium leprae, que pode ser transmitida tanto pela ingestão da carne quanto pelo manuseio do animal contaminado. A doença provoca manchas na pele, lesões nervosas e, se não tratada, pode causar sequelas permanentes.

Além da hanseníase, o contato com o tatu também pode transmitir outras enfermidades, como leishmaniose, doença de Chagas e micose pulmonar, aumentando ainda mais os riscos à saúde humana.
Diante disso, autoridades reforçam a importância de denunciar práticas de caça ilegal e alertam a população para evitar o consumo de carne de animais silvestres, protegendo tanto o meio ambiente quanto a própria saúde.
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