O Paris Saint-Germain gravou mais um capítulo glorioso em sua história continental ao conquistar o bicampeonato consecutivo da UEFA Champions League. Na decisão disputada na tarde deste sábado (30) na Puskas Arena, em Budapeste, na Hungria, a equipe francesa superou o Arsenal na disputa de pênaltis por 4 a 3, após um empate persistente por 1 a 1 que se estendeu ao longo dos 90 minutos regulamentares e das duas etapas da prorrogação.
O triunfo consagra a dinastia recente do PSG na Europa, transformando o clube de Paris na segunda equipe na história do atual formato da competição a revalidar e defender o título de uma temporada para a outra — feito anteriormente alcançado apenas pelo Real Madrid, em 2017. Sob o comando estratégico do treinador Luis Enrique, que chegou ao seu terceiro título pessoal do torneio, a equipe consolidou uma campanha avassaladora de 12 jogos de invencibilidade em fases de mata-mata.
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O jogo: Estratégia de Arteta e reação francesa
A finalíssima colocou frente a frente duas propostas táticas bem distintas e reservou fortes emoções para os torcedores na Hungria:
• Gol relâmpago: O técnico do Arsenal, Mikel Arteta, surpreendeu ao iniciar o duelo com o alemão Kai Havertz entre os titulares. A aposta deu resultado aos 6 minutos do primeiro tempo, quando Havertz aproveitou uma sobra de bola na intermediária, invadiu a área pela esquerda e finalizou sem ângulo para abrir o placar.
• Retranca inglesa: Em vantagem, o Arsenal recuou suas linhas e montou um bloqueio defensivo eficiente. O PSG dominou a posse de bola, alcançando marcas próximas a 80%, mas encontrou muitas dificuldades para furar a marcação inglesa na primeira etapa.
• O empate: Na segunda etapa, o panorama mudou. Aos 17 minutos, o georgiano Kvaratskhelia fez grande jogada individual com Dembélé e sofreu pênalti ao ser derrubado por Mosquera. O próprio Dembélé cobrou com categoria e deslocou o goleiro Raya para deixar tudo igual.
Desgaste na prorrogação e drama nos pênaltis
Com a igualdade no marcador, as equipes promoveram substituições para tentar oxigenar os elencos. Kvaratskhelia chegou a carimbar a trave do Arsenal, mas o cansaço físico extremo travou as iniciativas ofensivas na prorrogação. Os atletas adotaram uma postura cautelosa, mais focados em evitar um erro defensivo fatal do que em arriscar jogadas agudas de ataque.
Na marca da cal, o drama se estendeu até a última cobrança. Gonçalo Ramos, Doue, Hakimi e o zagueiro brasileiro Lucas Beraldo converteram suas penalidades para o Paris Saint-Germain, compensando o erro de Nuno Mendes. Pelo lado do Arsenal, Gyökeres, Declan Rice e Gabriel Martinelli balançaram as redes, enquanto Èze desperdiçou sua cobrança. O lance do campeonato ficou nos pés do zagueiro brasileiro Gabriel Magalhães, que errou o último pênalti dos Gunners e selou o bicampeonato dos franceses.
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