O setor de gestão condominial inicia janeiro sob o impacto de novas diretrizes da legislação ambiental brasileira. Entrou em vigor este mês o sistema nacional de logística reversa para embalagens plásticas, que estabelece metas escalonadas de recuperação de resíduos: o objetivo é reciclar 32% das embalagens até dezembro de 2026, avançando para 50% até 2040.
A medida faz parte da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) e cria uma pressão positiva sobre as empresas fabricantes, que agora dependem de uma coleta eficiente na ponta final — onde os condomínios desempenham um papel crucial.
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O papel estratégico dos condomínios
Com as novas metas federais, a separação correta de resíduos orgânicos e a destinação de recicláveis (papel, plástico, vidro e metal) deixam de ser uma escolha "ecológica" para se tornarem uma necessidade estratégica de gestão.
Para muitos síndicos, o desafio reside na falta de infraestrutura ou na dificuldade de engajamento dos moradores. Especialistas orientam que o momento é de agir preventivamente para evitar problemas com a coleta urbana e futuras sanções.
"Quando os resíduos são tratados como recursos e não apenas descartados, reduz-se a pressão sobre aterros e fortalece-se o mercado local de reciclagem. Isso tem um efeito multiplicador social e econômico", destaca o texto técnico sobre a nova fase da economia circular no país.
Como adaptar a gestão na prática
Para alinhar os edifícios às novas exigências nacionais, gestores e conselheiros devem focar em três pilares principais:
1. Infraestrutura Sinalizada: Criação de espaços específicos e bem identificados para cada tipo de material, facilitando o descarte correto pelos moradores.
2. Parcerias Estratégicas: Busca por cooperativas de catadores locais ou empresas especializadas para garantir que o material coletado realmente retorne ao ciclo produtivo.
3. Educação Ambiental: Uso de canais de comunicação interna (murais e grupos de mensagens) para orientar sobre a correta separação e os benefícios da redução de resíduos.
Redução na fonte
Além da reciclagem, o novo cenário estimula a redução na fonte. Iniciativas como a proibição de descartáveis em áreas comuns e festas do condomínio, além do incentivo ao uso de embalagens retornáveis, são apontadas como passos fundamentais para a mudança de hábito.
Um condomínio que trata seus resíduos com seriedade não apenas cumpre a meta nacional, mas também valoriza o imóvel ao reduzir problemas com odores, pragas e custos de destinação final.
Metas da Logística Reversa no Brasil:
• Janeiro de 2026: Início das novas diretrizes de recuperação.
• Até o fim de 2026: Meta de 32% de reciclagem de plásticos.
• Até 2040: Meta de 50% de reciclagem de plásticos.
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