Em uma manhã decisiva para a economia global, os embaixadores dos 27 Estados-membros da União Europeia (UE) aprovaram provisoriamente, nesta sexta-feira (9/1), o acordo comercial com o Mercosul. O tratado, que estava em discussão há duas décadas e meia, cria uma das maiores áreas de livre comércio do planeta, integrando Europa a Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai.
A confirmação formal dos votos deve ser concluída ainda hoje. Com o aval do conselho, a expectativa é que a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, assine o documento com os líderes sul-americanos já na próxima semana.
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O Peso da Resistência Francesa
Apesar da aprovação da maioria, o acordo não é unânime. A França lidera um bloco de rejeição que inclui Irlanda, Polônia, Áustria e Hungria, enquanto a Bélgica optou pela abstenção. O governo de Emmanuel Macron sofre intensa pressão interna de agricultores, que protestam com tratores em Paris contra o que chamam de "concorrência desleal".
Os produtores europeus alegam que os produtos do Mercosul não seguem as mesmas exigências ambientais e sanitárias impostas pela UE, o que barateia o custo de produção sul-americano e prejudica o mercado local.
O que muda com o acordo?
O tratado é considerado estratégico para reduzir a dependência de mercados como a China e fortalecer a estabilidade geoeconômica. Entre os principais pontos estão:
• Redução de Tarifas: Queda drástica em barreiras comerciais para produtos industriais e agrícolas.
• Acesso a Mercados: Facilitação para empresas europeias investirem na América do Sul e maior escoamento da produção de grãos e carne do Mercosul para a Europa.
• Salvaguardas Agrícolas: Para aplacar a resistência, o acordo prevê mecanismos que permitem suspender benefícios tarifários caso setores agrícolas europeus sensíveis sejam severamente atingidos.
Próximos Passos
Mesmo com a assinatura na próxima semana, o caminho para a implementação total ainda é longo. O texto precisará passar pela ratificação do Parlamento Europeu e enfrentar debates nos congressos nacionais de cada país membro.
Para o Brasil e, especialmente, para o agronegócio do Sudeste Paraense, o acordo representa uma abertura de mercado sem precedentes, mas que exigirá um monitoramento rigoroso das normas de sustentabilidade e rastreabilidade da produção.
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