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Desmatamento na Amazônia recua e consolida tendência de queda, aponta INPE

Dados oficiais do sistema Prodes mostram redução expressiva entre 2023 e 2024; queda também foi registrada na Mata Atlântica e Cerrado.

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Imagem ilustrativa da notícia Desmatamento na Amazônia recua e consolida tendência de queda, aponta INPE camera O recuo é visto como um reflexo direto do fortalecimento das ações de comando e controle | Reprodução

O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) confirmou, nesta segunda-feira (12), uma vitória significativa para as políticas ambientais brasileiras. Segundo dados consolidados do sistema Prodes (Monitoramento Anual da Supressão de Vegetação Nativa), o desmatamento na Amazônia registrou uma queda de 28,09% entre os anos de 2023 e 2024.

O recuo é visto como um reflexo direto do fortalecimento das ações de comando e controle, além da intensificação da fiscalização contra o uso ilegal da terra no maior bioma do país.

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Queda generalizada na cobertura vegetal

Além da floresta densa, o levantamento apontou uma redução de 5,27% na supressão de áreas não florestais da Amazônia. Para os técnicos do INPE, esses números indicam uma diminuição generalizada da perda de cobertura vegetal no território, sugerindo que o bioma está reagindo positivamente às pressões internacionais e às metas ambientais nacionais.

O cenário nos demais biomas

Embora a Amazônia seja o destaque positivo, o relatório do Prodes revela um Brasil de contrastes ambientais. A tendência de queda também foi observada em biomas como o Cerrado e a Mata Atlântica. No entanto, a situação é inversa em outras regiões:

• Caatinga e Pantanal: Apresentaram aumento nas áreas desmatadas no mesmo intervalo, evidenciando desafios específicos nessas regiões que exigem ajustes urgentes nas políticas públicas.

A metodologia do Prodes combina interpretação visual humana com algoritmos automáticos em imagens de satélite, sendo considerado o "termômetro" mais preciso para medir a perda total da vegetação.

O desafio da degradação florestal

Apesar do otimismo com os dados oficiais, ambientalistas fazem uma ressalva importante: os índices de desmatamento (perda total da floresta) são diferentes dos alertas de degradação florestal.

A degradação — causada por incêndios e extração seletiva de madeira — não resulta na perda total da cobertura vegetal imediata, mas enfraquece a floresta. "Os dados são positivos, mas a degradação ainda preocupa e pode ser o prelúdio de desmatamentos futuros", alertam especialistas do setor. O cenário requer atenção contínua para garantir que a tendência de queda se torne irreversível nos próximos anos.

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