Se 2024 foi o ano em que o mundo se impressionou com IAs que escreviam textos e 2025 foi o ano da integração, janeiro de 2026 marca a consolidação da "Economia de Agentes". O conceito de "chat" está ficando para trás, dando lugar a sistemas de Inteligência Artificial que não apenas sugerem respostas, mas possuem autonomia para tomar decisões e executar processos de ponta a ponta.
Nesta semana, o mercado global atingiu um marco histórico com o lançamento de novos protocolos de segurança que permitem que esses agentes operem dentro de sistemas bancários e governamentais. Isso significa que a IA agora pode, de fato, movimentar recursos, fechar contratos e gerenciar cadeias de suprimentos com supervisão humana mínima.
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O que são os Agentes de IA?
Diferente das ferramentas anteriores, os Agentes de 2026 possuem três capacidades fundamentais: planejamento de longo prazo, memória contextual e uso de ferramentas externas.
Na prática, se um empresário em Marabá ou Belém solicitar à sua IA a exportação de uma carga de açaí, o Agente não dará apenas o passo a passo. Ele irá:
1. Verificar a cotação do dólar e as taxas portuárias em tempo real;
2. Contatar agentes de carga e solicitar orçamentos;
3. Preencher formulários alfandegários;
4. Notificar o comprador no exterior e agendar a logística de transporte.
Impacto no Mercado: O fim das tarefas operacionais
A grande pauta das empresas nesta terceira semana de janeiro é a reestruturação das equipes. Com a execução de tarefas rotineiras sendo feita por "times de robôs", o valor do profissional humano migrou para a orquestração.
• IA Multi-Agente: Softwares modernos agora funcionam como colmeias, onde diferentes IAs especialistas (uma em finanças, outra em marketing e uma terceira em logística) colaboram entre si para entregar um projeto final.
• Novas Profissões: Termos como "Engenheiro de Prompt" já soam obsoletos. A bola da vez é o Orquestrador de Agentes, profissional responsável por garantir que as IAs operem dentro dos limites éticos e estratégicos da empresa.
Desafios e Segurança
Apesar do entusiasmo, o avanço traz alertas. A principal discussão ética de 2026 gira em torno da responsabilidade civil. Se um Agente de IA cometer um erro em um investimento financeiro ou em uma transação imobiliária, quem responde pelo prejuízo?
Órgãos reguladores no Brasil e no mundo correm para adaptar as leis. Enquanto isso, a recomendação para empresas de todos os portes é a adoção de sistemas de "Humano no Circuito" (Human-in-the-loop), onde a decisão final de qualquer transação financeira ou contrato jurídico ainda depende de um clique humano.
O Futuro é Pró-ativo
Em 2026, a tecnologia deixou de ser reativa. Não esperamos mais o comando do usuário; os Agentes analisam dados e sugerem ações antes mesmo do problema surgir. Para o Pará, região que vive a efervescência do pós-COP 30, essa tecnologia é vista como o motor que faltava para impulsionar a bioeconomia local ao mercado global.
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