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DEMOGRAFIA

Envelhecido e independente: o novo perfil populacional do Pará

Pesquisa do IBGE revela que o estado vive uma transformação demográfica: famílias estão menores e o número de pessoas que moram sozinhas cresceu

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Imagem ilustrativa da notícia Envelhecido e independente: o novo perfil populacional do Pará camera O Pará passa por uma mudança silenciosa, mas profunda, em sua estrutura social. | Reprodução

O Pará passa por uma mudança silenciosa, mas profunda, em sua estrutura social. Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) 2025, divulgados pelo IBGE, apontam que o perfil do paraense está se transformando: a população está ficando mais velha, as famílias estão reduzindo de tamanho e o modelo de vida solitário ganha cada vez mais espaço no estado.

População mais velha

Entre 2012 e 2025, o Pará registrou um crescimento populacional de 10,5%, atingindo 8,6 milhões de habitantes. O dado que mais chama a atenção dos especialistas, porém, é a alteração na pirâmide etária: a presença de jovens com menos de 30 anos diminuiu, enquanto o número de pessoas com 60 anos ou mais aumentou significativamente.

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Essa tendência acompanha o cenário nacional e traz consigo um fenômeno marcante: a feminização do envelhecimento. Entre os idosos paraenses, a maioria é composta por mulheres, o que exige um novo olhar das políticas públicas para questões de saúde e assistência social voltadas a esse público.

O fenômeno dos domicílios unipessoais

Outra mudança drástica é a forma de morar. O número de pessoas que vivem sozinhas, os chamados domicílios unipessoais, saltou de 8,5% para 13,4%. O perfil de quem opta por essa configuração varia de acordo com o gênero e a idade:

• Mulheres: Mais da metade (50,2%) das que moram sozinhas possuem mais de 60 anos.

• Homens: A maioria (55,8%) que vive sem companhia encontra-se na faixa produtiva, entre 30 e 59 anos.

Impactos nas políticas públicas

Com o número médio de moradores por domicílio em queda, as famílias paraenses estão, em média, menores. Essa nova realidade demográfica desafia o planejamento urbano e a gestão pública. Áreas como saúde preventiva, infraestrutura habitacional e previdência local precisarão se adaptar a uma sociedade que, embora ainda jovem em muitos aspectos, já inicia um processo irreversível de transição demográfica.

Para o estado, entender esses dados é fundamental para preparar os municípios para os próximos anos, garantindo que a infraestrutura urbana e os serviços sociais acompanhem a rapidez com que a vida privada do paraense está se reorganizando.

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