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Especialistas revelam o melhor horário do dia para tirar uma soneca

Para quem mantém uma rotina diurna, o intervalo ideal fica no início da tarde, ajudando a revigorar o corpo sem prejudicar o sono noturno.

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Imagem ilustrativa da notícia Especialistas revelam o melhor horário do dia para tirar uma soneca camera Para quem mantém uma rotina diurna, o intervalo ideal fica no início da tarde, ajudando a revigorar o corpo sem prejudicar o sono noturno. | Reprodução

Sentir aquela perda de energia e dificuldade de concentração logo após o almoço é uma queixa comum. Embora a digestão colabore para essa sensação, o principal responsável é o próprio relógio biológico. Segundo especialistas em medicina do sono, o ritmo circadiano promove uma queda natural no nosso estado de alerta no início da tarde, abrindo a janela perfeita para um descanso estratégico.

O intervalo ideal e a importância do relógio biológico

Para a maioria das pessoas que dormem à noite e trabalham ou estudam ao longo do dia, o melhor horário para cochilar fica estritamente entre 13h e 15h.

Aproveitar essa brecha natural do organismo traz vantagens específicas:

• Equilíbrio temporal: O horário é distante o suficiente do despertar matinal e não fica muito próximo da hora de ir para a cama à noite.

• Preservação do sono noturno: Cochilar nesse período evita a redução da chamada "pressão de sono", que é o cansaço acumulado necessário para adormecer profundamente mais tarde.

• Ajuste individual: Quem possui jornadas de trabalho alternativas ou acorda em horários fora do padrão deve readequar essa janela proporcionalmente à sua rotina.

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Duração perfeita: o segredo do despertador

O maior erro ao tirar uma soneca é estender o tempo além do recomendado. Para uma restauração rápida e eficiente, a pausa deve durar de 10 a 30 minutos, no máximo.

A duração do cochilo dita diretamente a resposta do corpo ao acordar:

• 10 minutos: Oferecem uma recuperação rápida e imediata do estado de alerta.

• 20 minutos: Permitem que a mente descanse sem avançar para as fases mais profundas do ciclo do sono.

• 30 minutos: Auxiliam nos processos de memória, mas aumentam o risco de o indivíduo acordar com a sensação de lentidão ou tontura (inércia do sono).

• Sonecas longas: Exigem um tempo muito maior de recuperação após o despertar e desregulam o descanso principal da noite.

Benefícios cognitivos e boas práticas

Quando bem programado, o repouso diurno funciona como um excelente aliado da produtividade. Durante o sono curto, o cérebro continua ativo organizando informações e fortalecendo conexões ligadas ao aprendizado. Isso resulta em melhorias temporárias no humor, na velocidade de processamento de informações e na capacidade de memorização.

Para garantir que o hábito seja benéfico, médicos recomendam programar sempre um alarme para não perder a hora, escolher ambientes silenciosos e com pouca luz, e manter a regularidade nos horários.

Vale ressaltar que a soneca deve servir apenas como um complemento. A necessidade constante de cochilos muito longos ou o cansaço persistente ao longo do dia podem indicar que a qualidade do sono noturno está inadequada ou fragmentada, demandando uma investigação médica.

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