Sentir a boca seca, apresentar dificuldade para engolir alimentos sólidos, perceber alterações no paladar ou despertar durante a noite para beber água são situações frequentemente observadas no público idoso. No entanto, esses sintomas não devem ser encarados como uma consequência natural do envelhecimento. Eles podem indicar a presença de xerostomia, condição caracterizada pela diminuição ou alteração na produção de saliva.
A saliva desempenha papel fundamental na proteção bucal, auxiliando na lubrificação dos tecidos, na fala, na mastigação e na prevenção do surgimento de cáries e infecções. Quando a secreção salivar diminui, o paciente fica mais suscetível a lesões e desconfortos na cavidade oral.
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Principais causas da xerostomia
O fator mais comum para o aparecimento da boca seca em idosos é o uso contínuo de medicamentos, em especial tratamentos para hipertensão, ansiedade, depressão, alergias e problemas urinários. O impacto tende a ser maior em pacientes que fazem uso de múltiplos remédios simultaneamente.
Outros fatores relacionados incluem:
• Desidratação e hábitos: Baixa ingestão de líquidos ao longo do dia e respiração predominantemente bucal.
• Consumo de substâncias: Uso frequente de álcool, tabaco ou bebidas com alto teor de cafeína.
• Doenças crônicas: Condições de saúde como diabetes não controlado e enfermidades que afetam diretamente as glândulas salivares.
Cuidados e recomendações
Para mitigar o desconforto e prevenir complicações de saúde bucal, especialistas orientam a adoção de medidas simples no dia a dia:
• Hidratação constante: Ingerir pequenos goles de água ao longo do dia, sem esperar a sensação de sede.
• Estímulo salivar: Utilizar gomas de mascar ou balas sem açúcar para estimular as glândulas, desde que não haja risco de engasgo ou restrição mastigatória.
• Higiene reforçada: Escovar os dentes ao menos duas vezes ao dia com creme dental fluoretado e utilizar fio dental diariamente.
• Acompanhamento profissional: Manter consultas regulares com o dentista para avaliação do fluxo salivar e verificação de eventuais lesões.
Orientadores de saúde ressaltam que o paciente jamais deve suspender ou alterar a dosagem de medicamentos de uso contínuo sem consulta prévia ao médico responsável ou cirurgião-dentista.
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