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MOTIVO FÚTIL

Morte de Dom e Bruno foi motivada por fotografia, conclui MP

Motivação foi considerada "fútil" na conclusão do MPF

sexta-feira, 22/07/2022, 16:28 - Atualizado em 22/07/2022, 16:28 - Autor: Com informações Diário do Nordeste

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Assassinatos motivaram protestos com pedido de justiça em todo o País
Assassinatos motivaram protestos com pedido de justiça em todo o País | Luciola Villela/AFP

O assassinato do jornalista britânico Dom Phillips e do indigenista na Amazônia, em junho, foi motivado por uma fotografia da embarcação de seus assassinos confessos, afirmou o Ministério Público Federal (MPF) nesta sexta-feira (22).

"O que motivou os assassinatos foi o fato de Bruno ter pedido para Dom fotografar o barco dos acusados, o que é classificado pelo MPF como motivo fútil e pode agravar a pena", indicou o órgão em nota.

 

Dom e Bruno foram assassinados em 5 de junho
Dom e Bruno foram assassinados em 5 de junho | Reprodução
 

A promotoria apresentou na quinta-feira (21) denúncia contra Amarildo da Costa de Oliveira e Jefferson da Silva Lima, que confessaram o assassinato, e contra Oseney da Costa de Oliveira, irmão de Amarildo e suspeito de participação no crime. O trio foi acusado por duplo homicídio qualificado e ocultação de cadáver em um tribunal de Tabatinga, no Amazonas.

"Bruno foi morto com três tiros, sendo um deles pelas costas, sem qualquer possibilidade de defesa, o que também qualifica o crime. Já Dom foi assassinado apenas por estar com Bruno, de modo a assegurar a impunidade pelo crime anterior", afirmou o MPF.

Assassinatos na Amazônia

O duplo homicídio ocorreu em 5 de junho, quando Phillips, de 57 anos, e Pereira, de 41, retornavam de uma expedição no Vale do Javari, no Amazonas, considerado perigoso pela presença de traficantes de drogas e outros criminosos.

Desde que o crime foi cometido, a polícia aponta como principal hipótese a pesca ilegal em terras protegidas, atividade que Pereira combatia. 

O Ministério Público afirmou nesta sexta que há "registros de desentendimentos" entre Pereira e Amarildo, conhecido como Pelado, que estaria ligado a esta prática em território indígena.

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Vítimas

Especialista em povos ancestrais e funcionário durante muitos anos da Funai, Pereira estava desenvolvendo um projeto para ajudar indígenas locais a denunciar a invasão de suas terras e havia recebido ameaças de morte por este trabalho. 

Phillips vivia no Brasil há 15 anos e colaborava regularmente com o jornal britânico The Guardian. Ele viajava pelo Vale do Javari, guiado por Pereira, e coletava informações para seu livro sobre conservação ambiental.


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