Com a chegada de um novo ano, a busca por consultas médicas e exames de rotina cresce nos consultórios. No entanto, especialistas alertam que o check-up eficiente não segue uma "receita de bolo". A escolha dos procedimentos depende de uma análise individual que considera idade, sexo, histórico familiar e hábitos de vida.
O processo deve começar obrigatoriamente no consultório, antes de qualquer coleta de sangue. "Um check-up bem conduzido começa pela escuta.
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A partir da história clínica e do exame físico, é possível direcionar os exames necessários", explica o clínico geral Epídio Franco, do Hospital Quali Ipanema. Durante essa etapa, o médico avalia desde a pressão arterial e o IMC até o contexto social e a rotina de trabalho do paciente.
O que costuma ser avaliado
Embora a personalização seja a regra, alguns exames laboratoriais são frequentemente solicitados para compor um panorama geral da saúde em adultos:
- Hemograma e Glicemia: Identificam anemias, infecções e riscos de diabetes.
- Lipidograma: Analisa os níveis de colesterol e o risco cardiovascular.
- Função Orgânica: Exames como Creatinina (rins), TGO/TGP (fígado) e TSH (tireoide).
- Vitaminas e Urina: Avaliam a imunidade e possíveis infecções silenciosas.
Mudanças com a idade
Conforme o tempo passa, os protocolos de rastreamento tornam-se mais específicos. Para mulheres, ganham destaque o preventivo do colo do útero e a mamografia. Já para os homens, a avaliação da próstata pode ser recomendada a partir dos 40 anos, dependendo do histórico individual.

O médico de família Marcelo Bonates, do Hospital São Domingos, ressalta que o acompanhamento deve ser integral. "O check-up precisa considerar a pessoa como um todo, e não só os resultados dos exames", pontua, lembrando que fatores ocupacionais e o acesso à saúde também pesam na conduta médica.
Além de detectar doenças, a revisão anual serve para atualizar o cartão de vacinação e ajustar hábitos alimentares, especialmente após os excessos das festas de fim de ano. A indicação de exames de imagem, como ultrassonografias ou tomografias, fica reservada para casos onde há sintomas específicos ou protocolos de rastreamento de câncer, como o de intestino.
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