Os entusiastas da astronomia têm um encontro marcado com o céu na madrugada desta terça-feira, 3 de março de 2026. Um eclipse lunar total, fenômeno conhecido popularmente como “Lua de Sangue”, poderá ser acompanhado em diversas partes do mundo. No Brasil, embora o satélite se ponha antes de atingir a totalidade, os observadores conseguirão visualizar as fases inicial e parcial do espetáculo.
O eclipse ocorre quando o Sol, a Terra e a Lua se alinham perfeitamente, fazendo com que o nosso planeta projete sua sombra sobre o satélite natural. Durante o ápice, a Lua não desaparece completamente, mas assume uma tonalidade avermelhada devido à refração da luz solar na atmosfera terrestre.
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Cronograma do Fenômeno (Horário de Brasília)
Para não perder os detalhes, é preciso ficar atento aos horários, já que o evento acontece nas primeiras horas da manhã:
• 05h44 – Início da Fase Penumbral: A Lua entra na sombra mais clara da Terra (penumbra). A mudança no brilho é sutil e difícil de notar a olho nu.
• 06h50 – Início da Fase Parcial: A Lua começa a entrar na umbra (sombra escura). Neste momento, parece que uma "mordida" escura avança sobre o disco lunar. Esta será a fase mais visível para os brasileiros.
• 08h04 às 09h02 – Fase Total (Ápice): A Lua fica completamente submersa na sombra da Terra e adquire o tom avermelhado.
Nota importante: No Brasil, a Lua se põe no horizonte oeste por volta das 06h30 em várias capitais. Portanto, para a maioria do país, o satélite desaparecerá enquanto ainda estiver na fase parcial ou logo no início dela. Estados mais ao oeste, como Acre e Amazonas, terão uma janela de observação ligeiramente maior.
A Ciência por trás da cor rubra
O tom avermelhado ocorre devido à Dispersão de Rayleigh. A atmosfera terrestre filtra as cores de comprimento de onda curto (azul) e refrata as ondas longas (vermelho) para o interior da sombra da Terra. Estudos indicam que a intensidade da cor depende da pureza da atmosfera: quanto mais poeira ou partículas de erupções vulcânicas, mais escuro será o tom de vermelho.
História e Mitologia
Historicamente, eclipses geraram fascínio e temor:
Mesopotâmia: Eram vistos como presságios contra o rei, que era temporariamente substituído por um figurante para "enganar" o destino.
Incas: Acreditavam que uma onça tentava devorar a Lua e faziam barulho para assustá-la.
Mitologia Hindu: O demônio Rahu tentava engolir os astros, explicando o desaparecimento temporário da luz.
Dicas para Observação
Diferente dos eclipses solares, o eclipse lunar é totalmente seguro para os olhos e não exige equipamentos de proteção.
1. Localização: Procure um lugar com o horizonte oeste (onde o sol se põe) livre de prédios ou montanhas.
2. Equipamento: Embora visível a olho nu, o uso de binóculos ou telescópios amadores permite ver as crateras lunares sendo "engolidas" pela sombra terrestre.
3. Clima: A visibilidade depende exclusivamente de céus limpos. Caso o tempo esteja nublado, diversos canais de astronomia no YouTube realizarão transmissões ao vivo de observatórios em regiões onde a totalidade será visível (como no Oceano Pacífico e Ásia).
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