A informação como ferramenta de sobrevivência. Uma campanha iniciada pela Guarda Civil Municipal da Serra (ES) está ganhando repercussão nacional ao incentivar mulheres a pesquisarem o histórico de possíveis parceiros antes de iniciarem um envolvimento emocional. A iniciativa utiliza as redes sociais para ensinar, passo a passo, como realizar consultas públicas em plataformas oficiais do Judiciário.
A proposta é simples: utilizar dados que já são públicos para checar se o pretendente possui processos criminais, registros de violência doméstica ou medidas protetivas em aberto. "Informação também é uma forma de segurança", destaca o material da campanha, que reforça a importância de um "filtro preventivo" antes da entrega afetiva.
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Como funciona a prevenção?
Especialistas e agentes de segurança sugerem que a consulta seja feita nos sites dos Tribunais de Justiça (TJs). Através do nome completo ou CPF, é possível verificar a existência de antecedentes que possam indicar riscos. Embora a prática não substitua o trabalho das autoridades, ela funciona como um alerta precoce.
Seis pontos de atenção para se prevenir:
- 1. Consulta Processual: Verifique o nome em sites de tribunais estaduais e federais.
- 2. Redes Sociais: Analise comportamentos e interações passadas.
- 3. Círculo Social: Se possível, busque referências com pessoas que conheçam o histórico do indivíduo.
- 4. Sinais de Controle: Observe se o parceiro demonstra ciúme excessivo ou tenta isolar você de amigos e família logo no início.
- 5. Histórico de Relacionamentos: Fique atenta a como ele se refere às ex-parceiras (vítimas de "loucura" ou agressões).
- 6. Confie na Intuição: Sinais de agressividade verbal ou física, por menores que sejam, não devem ser ignorados.
Contexto de Urgência
A campanha surge em um cenário onde os índices de feminicídio continuam alarmantes no Brasil. Muitos desses crimes são cometidos por parceiros que já possuíam histórico de agressividade ou passagens pela polícia por crimes semelhantes. O uso da informação busca romper o ciclo de violência antes mesmo que ele se instale dentro de uma nova relação.
As autoridades reforçam que, em qualquer sinal de ameaça ou violência confirmada, a denúncia deve ser feita imediatamente através do Ligue 180 ou diretamente em uma Delegacia da Mulher.
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